R7 Planalto 'Decisão mais irracional da minha vida', diz senador pego com dinheiro

'Decisão mais irracional da minha vida', diz senador pego com dinheiro

Afirmação foi feita por Chico Rodrigues (DEM-RR) em justificativa sobre pedido de licença do mandato encaminhado ao Senado Federal na segunda (19)

  • R7 Planalto | Renata Varandas, da Record TV, com Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, senador Chico Rodrigues (DEM-RR)

Na imagem, senador Chico Rodrigues (DEM-RR)

Marcos Corrêa/Agência Senado - 11.02.2020

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro escondido na cueca durante operação da PF (Polícia Federal) em Boa Vista, afirmou que o ato foi “impulsivo” e avalia como “a decisão mais irracional de toda a minha vida”. 

A afirmação foi feita pelo parlamentar em justificativa sobre pedido de licença do mandato encaminhado ao Senado Federal nesta segunda-feira (19).

“A verdade é que, em um ato impulsivo, acordado pela polícia, de pijama, assustado com a presença de estranhos em meu quarto, tive a infelicidade de tomar a decisão mais irracional de toda a minha vida”, afirmou Rodrigues.

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O senador relata que está sofrendo linchamento público e questiona o objetivo da ação, assim como quem pode se beneficiar. “Eu não sei, mas confesso que estou passando pelo pior momento da minha vida”, disse.

Rodrigues refuta as acusações. “Não era dinheiro de corrupção, não era dinheiro ilícito, não era dinheiro ilegal. Jamais desviaria dinheiro público”. De acordo com a defesa do senador, a quantia encontrada na residência tem “origem particular comprovada” e se destinava ao “pagamento dos funcionários de empresa da família”.

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“Não, senhores, não sou membro de organização criminosa. Nunca sofri qualquer condenação e agora estou sendo linchado por ter comigo dinheiro lícito decorrente da atividade empresarial familiar”, diz na carta.

Rodrigues finaliza o documento afirmando que, por trás do broche de senador, há um ser humano. “Rogo a Deus que ilumine os homens e me julguem de maneira sábia e imparcial”.

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De acordo com interlocutores, o senador havia conversado com o presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP), que convenceu o parlamentar a solicitar o próprio afastamento por 90 dias.

No entanto, quando o pedido havia sido registrado, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) entenderam que a ação poderia ser uma manobra, isso porque quando um membro pede licença de até 120 dias, ele pode voltar a exercer o mandato quando ele quiser, ou seja, derrubaria qualquer ação da Suprema Corte e poderia voltar ao Senado em 30 dias, por exemplo. Já quando o pedido é acima de 120 dias, é obrigado a manter-se afastado por todo o período.

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