R7 Planalto Deputados do PSL acionam Justiça contra passaporte da vacina

Deputados do PSL acionam Justiça contra passaporte da vacina

Entre os parlamentares, estão Eduardo Bolsonaro (SP), Caroline de Toni (SC), Coronel Tadeu (SP) e Carlos Jordy (RJ)

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar e Mariana Londres, do R7

Deputados do PSL em Brasília

Deputados do PSL em Brasília

Reprodução

Deputados federais do PSL informaram nesta terça-feira (24) que vão acionar a Justiça contra o “passaporte da vacina”, comprovante de vacinação contra a covid-19 anunciado na capital paulista. Entre os parlamentares, estão Eduardo Bolsonaro (SP), Caroline de Toni (SC), Coronel Tadeu (SP) e Carlos Jordy (RJ).

“Nós estamos reunidos e estamos assinando uma peça, uma medida judicial, um mandado coletivo, e subsidiariamente também um habeas corpus, se assim o Supremo Tribunal Federal entender pertinente, para que seja derrubado, para que essa medida não tenha efeitos pelo momento que estamos vivendo”, afirmou Bolsonaro.

O parlamentar, filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), argumenta que o Estado não pode exigir que as pessoas “injetem em seus corpos vacinas fora do protocolo”. “A gente não tem que dar satisfação ao Estado. O Estado que tem que servir a população. A partir do momento em que alguém não quer aderir, essa pessoa não pode se tornar um membro de segunda classe”, disse.

Na última segunda-feira (23), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou que a cidade passaria a exigir a apresentação de um “passaporte da vacina” para a entrada em bares, restaurantes e eventos em geral.

Segundo o chefe do Executivo municipal, o estabelecimento que estivesse com um ou mais frequentadores que não receberam nenhuma dose do imunizante contra a covid-19 seria multado. No entanto, após a repercussão negativa, recuou.

O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, disse ainda na tarde de segunda-feira (23) que bares e restaurantes de São Paulo não serão obrigados a adotar o "passaporte da vacina" para receber apenas clientes imunizados. Segundo ele, a obrigatoriedade será apenas para grandes eventos, como congressos e jogos de futebol.

Nunes explicou que comprovação poderá ser feita com a carteirinha de vacinação e por meio de um aplicativo que está em fase de testes e será lançado até sexta-feira (27), com leitura por QR Code. A identificação poderá ser feita por dispositivos eletrônicos como tablet, celular e assemelhados.

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