R7 Planalto Diretor da PF indica Tácio Muzzi para superintendência do RJ

Diretor da PF indica Tácio Muzzi para superintendência do RJ

Novo nome, indicado por Rolando de Souza, vai ocupar lugar de Carlos Henrique Oliveira, que assume a direção executiva da corporação

  • R7 Planalto | Mariana Londres, de Brasília

Muzzi não estava na lista de indicações de Bolsonaro

Muzzi não estava na lista de indicações de Bolsonaro

Ellan Lustosa/ Codigo19/ Folhapress - 02.10.2019

O novo diretor-geral da PF (Polícia Federal), Rolando Alexandre de Souza, indicou Tácio Muzzi para assumir a superintendência do Rio de Janeiro.

Muzzi vai substituir Carlos Henrique Oliveira, que passa a ocupar o cargo de diretor executivo da PF. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (6) por fonte da corporação, mas ainda não foi oficializada. 

O nome de Muzzi não estava na lista de indicações do presidente Jair Bolsonaro. A escolha foi bem recebida pela corporação. Na terça-feira (5), Bolsonaro voltou a afirmar que não interferiu nas trocas e que decisão foi tomada por Souza. 

"Se ele [Carlos Henrique Oliveira] fosse desafeto meu, se eu tivesse ingerência na PF, não iria para lá", disse a jornalistas, na saída do Palácio do Alvorada, em Brasília.

Muzzi é delegado da Polícia Federal desde 2003, além de atuar como procurador-geral do Banco Central do Brasil, entre 2000 a 2003, na área de consultoria de direito bancário e de dívida pública. O novo superindentende da PF no RJ também é doutor em direito empresarial pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Troca polêmica

A troca no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro, estado que é base política do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos, foi um dos motivos de divergência que resultaram na saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, fator combinado com a troca do diretor-geral da instituição, sem uma justificativa por parte do presidente da República.

Essa insistência na troca foi apontada por Moro como uma interferência política na Polícia Federal e virou alvo de um processo na Justiça para investigar a ação.

Com a saída de Moro, Bolsonaro conseguiu fazer a troca no comando da instituição, nomeando inicialmente Alexandre Ramagem, então diretor da Abin, que foi impedido de tomar posse pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

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