CPI da Covid

R7 Planalto Dono da Precisa afirma à CPI da Covid que não se sente ameaçado

Dono da Precisa afirma à CPI da Covid que não se sente ameaçado

Relator da comissão havia dito que pediria segurança para empresário Francisco Maximiano por causa da investigação

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, dose da vacina Covaxin

Na imagem, dose da vacina Covaxin

Arun Sankar/AFP - 04.06.2021

O dono da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano, informou à CPI da Covid do Senado Federal que o fato de ser investigado até o momento não gerou qualquer sentimento de risco ou ameaça à sua vida ou integridade física.

“O investigado Francisco Maximiano não se sente e jamais se sentiu ameaçado. Seu único objetivo, assim como o desta CPI e, acredita-se, o de todas as autoridades públicas brasileiras é o de entregar o produto adquirido de forma lícita em termos e padrões, internacional e nacionalmente, justos e legais, conforme já reconhecido pelo próprio Tribunal de Contas da União, para imunização da população brasileira”, afirma nota, assinada pelos advogados do empresário.

Maximiano alega que quem precisa de proteção “é essa população, que se vê em meio a uma briga política e como parte num litígio, cujo objetivo de uma minoria maldosa, é evitar a entrega de um produto adquirido de forma licita que irá imunizar milhões de brasileiros”.

A informação ocorre após o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), pedir na última quinta-feira (24) segurança para o empresário para evitar incorrer em prevaricação. “Eu vou requerer, seja lá quem for, para garantir 24 horas, todos os dias, segurança de vida para o proprietário da Precisa, que será alvo a partir de agora, porque é uma testemunha muito importante”, disse o parlamentar.

No documento encaminhado à CPI, a defesa do empresário afirma ainda que é inequívoco que Maximiano não tem qualquer fato a depor contra o atual governo, o Ministério da Saúde ou contra seus respectivos órgãos responsáveis pela contratação de vacina contra a covid-19.

A Precisa Medicamentos é a intermediária entre o governo federal e o laboratório indiano Bharat Biotech na aquisição do imunizante Covaxin. O contrato se tornou o principal alvo da CPI por dois fatores: valor e velocidade – R$ 1,6 bilhão e fechado em pouco tempo, se comparado com o de outras vacinas, como a CoronaVac e Pfizer.

O empresário argumenta que a contratação se deu forma lícita, respeitando todos os procedimentos legais, padrões nacionais e internacionais, com o preço e forma compatíveis com que o produto foi vendido em outros países.

“Atacar a contratação licita da vacina Covaxin é atentar contra a saúde da população brasileira que aguarda, ansiosamente, para ser vacinada com um produto eficaz, comprado em termos justos e lícitos pelo governo, que vai beneficiar milhões de pessoas”, diz.

“A empresa Precisa e seus acionistas não se furtarão de esclarecer com documentos e informações todas as inverdades que maliciosamente estão sendo difundidas e que têm por efeito tumultuar a imunização da população brasileira”, acrescenta.

Maximiano deverá depor à CPI da Covid nesta semana. A data inicial seria na quinta-feira (1º).

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