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R7 Planalto Dose da Coronavac seria comprada por US$ 10, diz ofício do Ministério

Dose da Coronavac seria comprada por US$ 10, diz ofício do Ministério

Documento, ao qual R7 Planalto teve acesso, aponta a intenção da compra por Eduardo Pazuello pela vacina produzida pelo Instituto Butantan

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, ministro Eduardo Pazuello

Na imagem, ministro Eduardo Pazuello

REUTERS/Adriano Machado - 09/06/2020

Em ofício encaminhado nesta segunda-feira (19) ao diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou a intenção de adquirir 46 milhões de doses da Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o órgão ligado ao Estado de São Paulo.

O documento, ao qual R7 Planalto teve acesso, aponta que a dose da Coronavac seria adquirida ao preço estimado de US$ 10,30 (dez dólares e trinta centavos), “seguindo as especificações da vacina e o respectivo cronograma de entrega descritos no ofício de 16 de outubro de 2020”.

Leia mais: 'Não há intenção de compra de vacinas chinesas', diz ministério

Pazuello diz, no ofício, que a “presente manifestação de interesse não possui caráter vinculante, uma vez que somente será possível prosseguir com o processo de aquisição após o regular registro da vacina na Anvisa, conforme prevê o artigo 12 da Lei 6.360, de 1976, ou caso sobrevenha alguma alteração legislativa”.

“Entretanto, com intuito de auxiliar as análises que estão sendo realizadas no âmbito desta pasta, seja para subsidiar as decisões relacionadas ao processo de contratação, seja para permitir o acompanhamento contínuo em todas as fases evolutivas desta vacina, solicito o urgente encaminhamento de todos os documentos comprobatórios dos ensaios clínicos já realizados e daqueles que estão em andamento, referentes à Vacina Butantan-Sinovac”, acrescentou.

Ofício do Ministério da Saúde que aponta o preço da dose da Coronavac

Ofício do Ministério da Saúde que aponta o preço da dose da Coronavac

Reprodução

Recuo da compra

A intenção da compra, antes divulgada por Pazuello, foi desautorizada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nas redes sociais, o chefe do Executivo respondeu a um apoiador, que dizia ter 17 anos e pedia para a compra da vacina não ocorrer, uma vez que a "China é uma ditadura". Bolsonaro foi categórico na réplica: "Não será comprada". A informação foi confirmada pelo próprio presidente ao R7 Planalto.

O Ministério da Saúde esclareceu também nesta quarta-feira (21) que não pretende comprar vacinas contra covid-19 importadas da China, mas que houve um protocolo de intenção para adquirir lotes fabricados pelo Instituto Butantan no Brasil, desde que aprovados pela Anvisa.

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