Em 15 de março, as elites precisam sentir medo do povo nas ruas 

As manifestações precisam mandar um recado claro aos poderosos: chega, basta, os brasileiros não suportam mais bancar uma casta de parasitas 

A direita pode levantar uma palavra de ordem que una multidões de brasileiros

A direita pode levantar uma palavra de ordem que una multidões de brasileiros

ANDRE DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

Já que estamos a dez dias da manifestação convocada por simpatizantes do governo, fica a dica: no dia 15 de março, em vez de perder tempo polarizando com a democracia, os bolsonaristas poderiam agregar valor e levantar uma bandeira cara, não só à direita, mas a todos os brasileiros: o fim dos privilégios de políticos e da elite de funcionários encastelada nos Três Poderes.

Dá para imaginar multidões nas ruas, todos irmanados em acabar com essa casta de parasitas que desgraça o País. Tremei, Brasília, seria o uníssimo recado da sociedade. Essa pauta – que a esquerda chama de demagoga e “udenista”, como se fosse ofensa defender moralidade e respeito ao cidadão comum – é patrimônio da direita, a Bastilha que une liberais, conservadores e democratas.

Chega de reforminhas e vamos ao fundo da questão: o povo não suporta mais bancar uma aristocracia de nababos que vive cercada de assessores, auxílios indecorosos, mordomias, aposentadorias compulsórias, pensões especiais, reajustes em cascata, passagens de primeira classe, férias de meses, entre tantas regalias pagas com o suor e o sangue de quem trabalha no Brasil real.

Os políticos, os juízes, os promotores, as altas patentes, os “auditores” de toda sorte têm que sentir medo da reação (e da revolta) popular. É a hora de exigir que finalmente cortem na própria carne, que deixem de se sentir intocáveis numa nação que passa por tantas dificuldades.

Qualquer que seja a palavra de ordem em 15 de março, que venha de forma simples e clara – como a certeza que todos temos de que não é mais possível continuar desse jeito. Basta, apenas basta. Nem precisa entrar em detalhes, eles sabem do que se trata. Só precisam sentir medo – se possível, pânico. Isso aí já é com a gente.