R7 Planalto Em busca de acordo, Pacheco adia votação da reforma tributária

Em busca de acordo, Pacheco adia votação da reforma tributária

Estratégia é discutir o tema na semana do 'esforço concentrado', em abril, quando senadores estarão presencialmente no Congresso

  • R7 Planalto | Mariana Londres, do R7, em Brasília

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado

Roque de Sá/Agência Senado - Arquivo

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tenta um acordo entre os líderes para que a votação da reforma tributária na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) ocorra durante o "esforço concentrado", marcado para a primeira semana de abril (entre os dias 4 e 8). 

A justificativa é que, durante o esforço concentrado, os senadores precisam estar presencialmente em Brasília e não usam o sistema remoto, o que facilita os acordos políticos.

A comissão tenta votar o relatório do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) desde o fim de fevereiro. O texto seria analisado nesta semana, mas na última terça-feira (22), o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, cancelou a sessão deliberativa que discutiria o tema.

Na manhã desta quarta-feira (23), Pacheco se reuniu com o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM). Ao lado do MDB, o Podemos e o PSD são resistentes ao texto atual. A tributação das cooperativas, a mudança na cobrança dos impostos do setor de serviços e o Fundo de Desenvolvimento Regional são os principais pontos de resistência. 

Depois, à tarde, o presidente do Senado falou sobre a votação. "Há essa sugestão, em razão de se tratar de uma reforma constitucional e a principal reforma do parlamento. Então há a sugestão ao presidente da CCJ e ao relator Roberto Rocha, que possamos fazer esse debate por ocasião do esforço concentrado, com a presença física dos senadores."

O presidente concluiu dizendo que há o compromisso de dar andamento à matéria para que possa ser aprovada não somente na CCJ, mas também no plenário do Senado. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas