Esquerda vive de falso passado e torce contra queda do desemprego

Demissões em massa já mostravam sinais em 2011, mas acelerou em 2014 e 2015 – portanto, com Dilma ainda sentada na cadeira de presidente

PNAD Contínua do IBGE reforça tendencia de queda na desocupação

PNAD Contínua do IBGE reforça tendencia de queda na desocupação

Agência Brasil

Converse com alguém de esquerda e diga que o desemprego caiu. Batata: a pessoa vai ter uma síncope. E imediatamente entoará que durante os governos petistas tivemos a menor taxa de desocupação da história e a falta de postos de trabalho começou depois do impeachment da Dilma. A sugestão é: sorria para o militante, seja gentil e diga, calmamente: não é verdade.

Sabe-se que os números continuam terríveis para os 11,6 milhões que procuram algum emprego, sem sucesso. Mas o IBGE deixa claro em pesquisa divulgada nesta sexta-feira (31): a população desocupada caiu 7,1% (menos 883 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e recuou 4,3% (menos 520 mil pessoas) em relação a igual trimestre de 2018.

Os números são ainda mais cruéis se voltamos no tempo: a tragédia das demissões em massa (que transformou em farelo as tais 10 milhões de vagas criadas na era Lula) já dava sinais preocupantes em 2011, mas desembestou em 2014 e 2015 – portanto, com Dilma sentada na cadeira de presidente. Só parou de desatar, a sangria, vejam que coisa mais danadinha, a partir do governo Temer. São fatos, vejam:

Números anteriores aos divulgados nesta sexta-feira (31) pelo IBGE já eram positivos

Números anteriores aos divulgados nesta sexta-feira (31) pelo IBGE já eram positivos

Secretaria do Trabalho

É preciso algum grau de maldade para desdenhar de boas notícias apenas por elas não confirmarem sua posição política. Isso serve para todos os lados, de qualquer discussão. É feio. Alguns até estufam o peito para dizer que, sim, torcem contra. Deve dar úlcera tal comportamento, mas paciência: a infelicidade é alheia.

O ano está terminando seu primeiro mês. Logo de cara surgiu o coronavírus para trazer apreensão com os efeitos negativos incontornáveis na economia da China (nossa maior parceira comercial). Não precisamos inventar problemas para o Brasil, já temos muitos. O que não dá mais, já encruou, é usar números torturados por saudosismo ingênuo e pessimismo deliberado. Papinho.