R7 Planalto Ex-deputado e ex-governador do DF negocia produção da vacina russa

Ex-deputado e ex-governador do DF negocia produção da vacina russa

Rogério Rosso está na Rússia com presidente da União Química onde foi selado acordo para produção de 10 milhões de doses 

  • R7 Planalto | Mariana Londres, de Brasília

Rogério Rosso foi deputado e governador do DF. Agora é diretor de farmacêutica e negocia vacina

Rogério Rosso foi deputado e governador do DF. Agora é diretor de farmacêutica e negocia vacina

Antonio Cruz/11.07.2016/Agência Brasil
Brasileiros na Rússia para reunião

Brasileiros na Rússia para reunião

Divulgação

Diretor de Negócios Internacionais da União Qúimica, o ex-deputado federal e ex-governador do DF Rogério Rosso está à frente das negociações para a produção da vacina russa Sputnik V pelo laboratório brasileiro União Química. 

Após perder a disputa ao governo do DF em 2018, que elegeu Ibaneis Rocha (MDB), e com o fim do seu mandato de deputado, Rosso foi contratado pela União Química como diretor de negócios internacionais. Antes de ser deputado federal, foi governador do DF em mandato tampão após a prisão e afastamento do então governador José Roberto Arruda. Com a pandemia do novo coronavírus, coube a ele negociar a produção da vacina russa Sputnik V no Brasil.

Nesta quarta-feira (13), em Moscou, Rosso acompanhou o presidente da União Química, Fernando de Castro Marques, em reunião com Kirill Dmitriev, CEO do RDIF (Fundo soberano russo de investimento direto). Ao fim do encontro, a União Química e o fundo soltaram um comunicado informando o acordo fechado para fornecer ao Brasil 10 milhões de doses da vacina no primeiro trimestre de 2021, com entregas começando ainda em janeiro. 

O acordo prevê cooperação, transferência de tecnologia para a produção do imunizante no Brasil, assim como ajuda no fornecimento de documentação e insumos. O RDIF e a União Química também anunciaram nesta quarta (13) que pretendem solicitar ainda esta semana autorização para uso emergencial do produto no Brasil junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O maior entrave do uso da vacina russa no Brasil é que o imunizante não é elegível para receber autorização para uso emergencial pela Anvisa porque não iniciou testes no Brasil. Alguns países, como a própria Rússia e a Argentina já autorizaram o uso emergencial do imunizante, então é possível que mesmo sem aprovação para uso no Brasil, vacinas produzidas em solo brasileiro possam ser exportadas para outros países da América Latina. 

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