FGV irá apurar suspeita de plágio em dissertação do novo titular do MEC

Carlos Decotelli, que assumiu comando do ministério na quinta-feira (25), cursou mestrado em administração na universidade

Na imagem, o novo ministro da Educação, Alberto Decotelli

Na imagem, o novo ministro da Educação, Alberto Decotelli

Marcos Corrêa/PR - 25.06.2020

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) anunciou neste sábado (27) que irá apurar a suspeita de que o novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, tenha cometido plágio em trabalho de dissertação para a conclusão do curso de mestrado em administração na instituição.

“A Fundação Getúlio Vargas vai apurar os fatos referentes à denúncia de plágio na dissertação do ministro Carlos Alberto Decotelli. A FGV está localizando o professor orientador da dissertação para que ele possa prestar informações acerca do assunto”, diz em nota.

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Decotelli assumiu o comando do Ministério da Educação na última quinta-feira (25). Ao anunciar o novo ministro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que ele é bacharel em ciências econômicas pela UERJ, mestre pela FGV, doutor pela Universidade de Rosário e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal.

O ministro apresenta, em seu currículo, o título, obtido em 2008, de mestrado profissional em administração pela FGV, com a dissertação 'Banrisul do Proes ao IPO com governança corporativa'.

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No entanto, há a suspeita de trechos idênticos aos de um relatório da Comissão de Valores Mobiliários, ligado ao Ministério da Economia. Por tal razão, a FGV irá abrir sindicância para apurar os fatos expostos. 

Procurado, o MEC informou que o ministro refuta as alegações de dolo, informa que o trabalho foi aprovado pela instituição de ensino e que procurou creditar todos os pesquisadores e autores que serviram de referência e cujo conhecimento contribuiu sobremaneira para enriquecer seu trabalho.

"O ministro destaca que, caso tenha cometido quaisquer omissões, estas se deveram a falhas técnicas ou metodológicas. Informa também que, ainda assim, por respeito ao direito intelectual dos autores e pesquisadores citados, revisará seu trabalho e que, caso sejam identificadas omissões, procurará viabilizar junto à FGV uma solução para promover as devidas correções", acrescenta.