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R7 Planalto Governadores do Norte fazem apelo por respiradores ao governo federal 

Governadores do Norte fazem apelo por respiradores ao governo federal 

Teich faz reunião com governadores do Norte sobre avanço da covid-19. Prioridade do ministério é distribuição de equipamentos 

  • R7 Planalto | Daniel Trevor, da Record TV, com Mariana Londres

Governadores do Norte fazem apelo por respiradores

Governadores do Norte fazem apelo por respiradores

Wilson Mendes ASCOM/SEGOV-PR

O ministro da Saúde, Nelson Teich, comandou na manhã desta terça-feira (29) uma reunião por videoconferência com os governadores dos Estados do Norte do País para tratar do combate ao avanço da covid-19 na região.

Os ministros Braga Netto, da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Govenro, participaram do começo do encontro. O secretário-executivo do ministério da Saúde, general Eduardo Pazuello e a secretária especial para Assuntos Federativos, Deborah Arôxa, participaram de toda a reunião. 

Estiveram presentes os governadores do Pará, Helder Barbalho, recuperado da covid-19, de Roraima, Antonio Denarium, de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, o vice-governador do Acre, Major Rocha e as secretarias de Saúde de Tocantins, do Amazonas e Amapá e ao final do governador do Amazonas, Wilson Lima. 

Os governadores fizeram apelo dramático ao governo federal por respiradores. Helder Barbalho, do Pará, disse que Belém se transformou num retrato absolutamente colapsado e que o governo do Estado precisa imediatamente de respiradores, monitores e EPIs. O governador disse que comprou 400 respiradores da China, mas que não consegue esperar porque há hoje 100 pessoas precisando. 

O ministro da Saúde disse que a situação do governo federal em relação a respiradores é a mesma, que não há, no momento, respiradores para enviar aos Estados. Ele lembrou que a dificuldade de adquirir equipamentos é mundial. Mas disse que uma equipe avançada do governo federal está indo a Belém para melhorar a interlocução com o governo do Estado. 

A secretária do Amazonas também pediu respiradores e EPIs e disse que há um gargalo de mão de obra intensivista. Também disse que o Estado chegou a um limite da capacidade de sepultamentos. O ministro da Saúde disse que há um plano detalhado do governo federal para o Estado, que será repassado. 

O governador de Roraima. Antonio Denarium, relatou as dificuldade adicionais em relação a população de indígenas e venezuelanos no Estado e a pressão da população do Amazonas que está indo para Boa Vista em busca de atendimento médico. Pediu uma ação conjunta do governo federal e Estados para facilitar compras, falando da necessidade de EPIs e respiradores e relatou os altos valores para contratar profissionais de Saúde 

Coronel Marcos, o governador de Rondônia, falou que está tentando conter o avanço da doença e relatou a necessidade de leitos, sendo 50 de UTIs. 

O secretário de Saúde do Amapá falou do isolamento geográfico do Estado, que pode ser um complicador e disse que a equipe médica é o gargalo. O secretário de Saúde do Tocantins falou que a situação está sob controle, mas que há a previsão de um pico de casos. Por ser rota de caminhoneiros, pediu ajuda da Polícia Rodoviária Federal. 

Wilson Lima, governador do Amazonas, Estado que já tem um plano de ação por parte do governo federal, falou da dificuldade de seguir o protocolo pra diagnóstico/morte, e citou a média de 100 enterros por dia. 

Em resposta aos governadores, o ministro da Saúde disse que nenhum Estado vai ficar desassistido, mas que haverá priorização dos mais graves, sem esquecer dos outros. O foco do governo federal hoje é a entrega de equipamentos, um problema comum a todos os Estados. O relaxamento do isolamento é uma estratégia que está sendo desenhada, mas ainda não é a prioridade da pasta. 

A gestão de Teich está elaborando planos de ação para cada Estado, e não um plano global para o Brasil. O ministro finalizou a reunião com governadores dizendo que todos os municípios terão assistência e atenção do governo federal. 

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