CPI da Covid

R7 Planalto Governistas da CPI criticam reunião secreta com Wilson Witzel

Governistas da CPI criticam reunião secreta com Wilson Witzel

Comissão aprovou, nesta quarta-feira (23), diligência sobre irregularidades em hospitais com ex-governador do Rio de Janeiro

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, Marcos Rogério e Eduardo Girão

Na imagem, Marcos Rogério e Eduardo Girão

Waldemir Barreto / Agência Senado / 17.06.2019

Senadores governistas que compõem a CPI da Covid criticaram, nesta quarta-feira (23), a marcação de uma reunião secreta com o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel.

A diligência para ouvir novamente o ex-governador foi aprovada durante sessão desta quarta-feira. No primeiro depoimento, realizado no último dia 16, Witzel afirmou que teria índicos de irregularidades para apresentar em relação aos hospitais federais do Estado. Contudo, argumentou, por causa do teor das informações, que poderia repassar apenas em reunião secreta. Não há, ainda, data nem local sobre a nova oitiva.

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) se posicionou contra ao requerimento de Witzel. “Nós defendemos a investigação completa, sem seletividade. Agora, dar palco para um governador condenado e cassado, traz aqui e depois aprova um requerimento para fazer uma diligência para ouvir secretamente sabe se lá onde, mas protegem o representante do Consórcio Nordeste”, afirmou.

Jorginho de Mello (PL-SC) também criticou a medida. “Eu entendo que condenado não pode ficar marcando horário e local para ser ouvido. Condenado tem que ser ouvido onde quem o está intimando marca”, disse.

“Então é por isso que a gente se manifestou, porque a gente não pode ir ao Rio de Janeiro, gastar milhões, para ouvir a narrativa de alguém que não tem o que mais se explicar a não ser para Justiça pelos erros que fez”, acrescentou.

Os parlamentares aliados ao governo federal defenderam, ainda, requerimento para ouvir o representante do Consórcio Nordeste. “E hoje o símbolo nacional da corrupção na pandemia é o Consórcio Nordeste. Onde tem fumaça, tem fogo. Se essa CPI não chamar semana que vem alguém com relação a isso mostra uma blindagem concreta e escancarada da corrupção”, disse Eduardo Girão (Podemos-CE).

“O que nós não aceitamos e estamos denunciando o tempo todo é que há uma investigação seletiva, com foco 100% no governo federal, mas quando o assunto são Estados e Municípios, há uma blindagem. O consórcio Nordeste pagou antecipado por respiradores que nunca chegaram. Milhares de nordestinos morreram em razão de algo que me parece claro um ato de corrupção”, argumenta Rogério.

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