R7 Planalto Governo aprova Previdência se for eficiente na comunicação

Governo aprova Previdência se for eficiente na comunicação

Avaliação é do professor de Comunicação Política do Mackenzie, Roberto Gondo. Ele diz que Bolsonaro e Guedes devem saber falar para o povo

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Presidente Jair Bolsonaro entrega no Congresso projeto de reforma da Previdência

Presidente Jair Bolsonaro entrega no Congresso projeto de reforma da Previdência

Reprodução/Twitter Onyx Lorenzoni - 20.02.2019

O presidente Jair Bolsonaro usou o trâmite correto para dar início ao andamento da reforma da Previdência ao levar pessoalmente o projeto ao Congresso, mas precisa melhorar a comunicação para conscientizar a sociedade de que a mudança no sistema de aposentadoria é necessária para o futuro do país.

Reforma da Previdência: entenda quais são os principais pontos

Quem afirma é o professor de Comunicação Política da Universidade Mackenzie, Roberto Gondo. Para ele, o governo ainda tem credibilidade com a população por estar em seu início e nem mesmo a “lambança” que envolveu a demissão do ministro Gustavo Bebianno afetou a imagem do presidente.

Segundo o professor, os eleitores de Bolsonaro de forma geral não acreditam no envolvimento do presidente com o caso dos laranjas do PSL e não veem importância nas conversas por WhatsApp com o ex-ministro Gustavo Bebianno.

Roberto Gondo lembra que Michel Temer fracassou na aprovação da reforma da Previdência pelos erros na comunicação, uma vez que a proposta ficou entendida pela população como uma perda de direitos, e também porque sua imagem foi diretamente afetada com o escândalo envolvendo Joesley Batista.

Para Gondo, a estratégia dos marqueteiros do Planalto de usar o slogan “nova Previdência” em vez de reforma é correta mas insuficiente. “O ministro da Economia, Paulo Guedes, precisa sair de seu bunker e ir a público falar numa linguagem popular e simples para o povo compreender a necessidade da aprovação da Previdência”, diz o professor do Mackenzie. Ele cita como exemplo a atuação de Pedro Malan, ministro da Fazenda do governo Fernando Henrique, que foi incansável na defesa do Plano Real.

Ao presidente Jair Bolsonaro também não basta evitar a instabilidade dos filhos e contornar a falta de experiência dos parlamentares do PSL nas negociações com o Congresso. “ Além de evitar as bobagens que desgastam os líderes do governo no Congresso, Bolsonaro também deve ir a público a convencer a população, de forma simples, que se a reforma da Previdência não for aprovada em breve não haverá dinheiro para pagar os aposentados atuais”, afirma o professor Roberto Gondo.