R7 Planalto Há "mimimi" sobre as celebrações do golpe, diz chefe de clube militar

Há "mimimi" sobre as celebrações do golpe, diz chefe de clube militar

Major brigadeiro Marco Antonio Carballo Perez diz que a data de 31 de março é lembrada todos os anos pelos militares

  • R7 Planalto | Paulo Lima, do R7

Militares ficaram 21 anos no poder após derrubarem o presidente João Goulart

Militares ficaram 21 anos no poder após derrubarem o presidente João Goulart

Arquivo Estadão Conteúdo 01.01.1964

Para o presidente do Clube Militar da Aeronáutica, major brigadeiro Marco Antonio Carballo Perez, as críticas que estão sendo feitas às comemorações pelo golpe militar de 1964, que completa 55 anos neste domingo, 31 de março, são “mimimi”.

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A declaração foi feita nesta quinta-feira (28), no Rio de Janeiro, durante encontro dos presidentes dos clubes das Forças Armadas, realizado na sede do Clube Militar.

_ Não estamos aqui para fazer um julgamento dos 21 anos. Estamos aqui para fazer um comentário pelo 'mimimi' que está acontecendo porque o presidente Bolsonaro autorizou o Ministro da Defesa para que os militares comemorassem a Revolução de 64.

Marco Antonio Carballo Perez afirmou que a data é lembrada todos os anos pelos militares. 

_ Eu tenho 42 anos de serviço nas Forças Armadas e sempre se invocou esse momento histórico. E aí a imprensa fica dizendo que estamos comemorando o golpe de 64.

Também nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse após participar, em Brasília, de cerimônia de aniversário da Justiça Militar, que não pediu para que os quarteis "comemorassem" a data de 31 de março, e sim que rememorassem.

_ Não foi comemorar. Rememorar, rever, ver o que está errado, o que está certo. E usar isso para o bem do Brasil no futuro”.

No início da semana, após o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, confirmar que Bolsonaro havia determinado ao Ministério da Defesa que faça as “comemorações devidas” do aniversário do 31 de março de 1964, quando os militares derrubaram o então presidente João Goulart, a Defensoria Pública e demais entidades entraram na Justiça com ações civis pedindo a suspenção das comemorações. O Ministério Público Federal também fez a mesma recomendação.

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