R7 Planalto 'Igualdade salarial deve estimular economia', diz líder do Senado

'Igualdade salarial deve estimular economia', diz líder do Senado

Simone Tebet (MDB-MS) articula aprovação de projeto que multa empregador que pagar menos às mulheres

A senadora Simone Tebet: 'Homens e mulheres têm os mesmos direitos'

A senadora Simone Tebet: 'Homens e mulheres têm os mesmos direitos'

Waldemir Barreto/Agência Senado

A Câmara dos Deputados deve votar na próxima semana o projeto de lei que reduz desigualdades de salário entre homens e mulheres ao aumentar a multa a empregadores que contratem mulheres e homens para as mesmas funções com salários diferentes. 

Para a líder da bancada feminina no Senado, Simone Tebet (MDB-MS), uma das articuladoras da votação, o argumento de que o texto pode ser prejudicial às mulheres, restringindo o mercado de trabalho, levantando inclusive pelo presidente Jair Bolsonaro, não é válido.

"Rebato esse argumento no voto. O legislativo é o Poder mais democrático no Brasil e irá responder no voto, demonstrando que já passou do momento, afinal estamos em pleno século 21, de garantir de forma efetiva, doendo do bolso, de que homens e mulheres têm os mesmos direitos, porque as mesmas obrigações nós já temos". 

Para a senadora, o projeto deve estimular a economia. 

"A igualdade salarial é mínima e é elementar toda a consequência disso. É essencial para a valorização da autoestima e para a valorização da economia, com todo esse dinheiro que vai circular no comércio, gerando mais emprego."

O texto é discutido desde 2001, já foi aprovado pelo Congresso e aguardava a sanção do presidente Bolsonaro, que colocou em dúvida a efetividade da lei: “Qual a consequência disso vetado ou sancionado? Vetado eu vou ser massacrado. Sancionado, você acha que a mulher vai ter mais facilidade de arranjar emprego no mercado de trabalho? Não responda. Vamos esperar a resposta na segunda-feira. Se eu sancionar, vamos ver como vai ser a mulher no mercado de trabalho no futuro”, disse em live.

Depois do questionamento o presidente da Câmara, Arhtur Lira (PP-AL) pediu o texto de volta argumentando que, com as modificações feitas pelo Senado, ele precisava ser analisado novamente pela Câmara. 

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