Janaina Paschoal diz que ‘não tem crime no vídeo’ e defende Salles

Deputada estadual pelo PSL-SP comentou nesta segunda-feira (25) sobre o registro audiovisual da reunião ministerial ocorrida no dia 22 de abril

Na imagem, deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) na Alesp

Na imagem, deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) na Alesp

Edu Garcia / R7 / 06.09.2019

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) afirmou nesta segunda-feira (25) que “não tem crime no vídeo” da reunião ministerial ocorrida no dia 22 de abril, que veio a público na última sexta-feira (22).

O registro audiovisual é peça do inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para investigar possível interferência política do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal. A reunião havia sido mencionada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro como prova da ingerência de Bolsonaro. Na última sexta-feira (22), o ministro Celso de Mello decidiu pela divulgação da reunião ministerial.

“A divulgação está de acordo com os princípios da transparência e da publicidade e, como eu já disse, o vídeo é favorável ao presidente. Se não fosse divulgado, todos seguiríamos imaginando as maiores ilicitudes. Não tem crime no vídeo”, escreveu Paschoal em sua conta no Twitter.

Dois dias depois da divulgação do vídeo, Bolsonaro postou um artigo da Lei do Abuso de Autoridade, numa crítica indireta à Corte. “Art. 28. Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado. Pena – detenção de 1 (um) a 4 (quatro) anos”, dizia o trecho compartilhado pelo presidente.

“Sei que o presidente tem seus advogados, mas, como cidadã, tenho direito de opinar: a pior coisa que ele pode fazer é alegar suspeição do ministro Celso de Mello. Pior ainda é seguir com a insanidade de que a divulgação do vídeo seria abuso de autoridade”, argumentou Paschoal.

Paschoal disse, ainda, que “se houve uma manifestação correta na fatídica reunião foi a do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente)”. “Temos que diminuir o tanto de normas em todas as searas! Vamos proteger muito mais o que efetivamente precisa ser protegido! Vamos tirar armas da mão de corruptos”, completa.

Na reunião, Salles disse que a pandemia provocada pelo novo coronavírus representa uma oportunidade para mudar pontos da legislação no país sem chamar a atenção e facilitar a exploração de terras, hoje restritas pelas leis ambientais. O ministro afirmou que era preciso aproveitar o “momento de tranquilidade” com a atenção da imprensa concentrada na covid-19, para “ir passando a boiada”.