Jantar deve selar reaproximação entre Rodrigo Maia e Guedes

Presidente da Câmara e ministro da Economia devem se encontrar hoje à noite na casa de Bruno Dantas para destravar pautas econômicas 

Jantar deve selar reaproximação entre Maia e Guedes

Jantar deve selar reaproximação entre Maia e Guedes

Adriano Machado/Reuters - 21.07.2020

Um jantar na noite desta segunda-feira (5) deve selar a reaproximação entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o ministro da Economia, Paulo Guedes. O encontro será em território neutro, na casa do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas. 

Guedes irá acompanhado do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Ramos, que é o responsável pela interlocução do Executivo com o Legislativo. O jantar foi marcado após aproximação feita pelos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Kátia Abreu (PP-TO). Em audiência com Guedes há onze dias, os senadores perceberam que a falta de diálogo entre o ministro e Maia poderia interromper a agenda econômica do País e se dispuseram a, então, promover um encontro. Kátia Abreu está a caminho de Brasília para participar do jantar. 

O objetivo é, portanto, superar as dificuldades para que as matérias econômicas importantes tramitem com mais facilidade no Congresso.

O rompimento

A crise entre Guedes e Maia foi tornada pública no dia 3 de setembro, na entrega da reforma administrativa. Além de Guedes não estar presente - o texto foi entregue pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, e pelos líderes do governo no Congresso- Maia deu entrevistas após a solenidade dizendo que a interlocução com Guedes tinha acabado. Disse que o ministro havia cancelado, na véspera, um almoço em que o presidente da Câmara receberia secretários, o que mostrava o final da relação institucional entre eles.

O R7 Planalto apurou que o motivo da divergência era a criação de um fundo para compensar Estados no âmbito da reforma tributária

Depois do rompimento, Guedes e Maia protagonizaram outros momentos públicos de divergências: Guedes acusou Maia de ter feito um acordo com a esquerda para travar propostas de privatizações do governo. E o presidente da Câmara rebateu dizendo que o ministro estava "desequilibrado".