R7 Planalto Líderes de caminhoneiros devem se reunir no sábado em Recife

Líderes de caminhoneiros devem se reunir no sábado em Recife

Setor deve debater sobre piso mínimo de frete, aposentadoria especial da categoria, pedágio e o fim do PPI do petróleo

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Caminhoneiros na rodovia Régis Bittencourt

Caminhoneiros na rodovia Régis Bittencourt

Sebastiao Moreira/EFE - 09.09.2021

Em meio aos protestos espalhados por ao menos 14 Estados do país, lideranças e entidades de caminhoneiros autônomos devem se reunir no próximo sábado (11), em Recife (PE), para discutir pautas da categoria.

Na ocasião, devem debater sobre piso mínimo de frete, aposentadoria especial da categoria, pedágio, contratação direta de caminhoneiros e o fim da PPI dos petróleos.

O encontro deve contar com a presença de Marconi França, um dos líderes dos caminhoneiros em Pernambuco, e entidades, como CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística).

Protestos

Caminhoneiros seguem, pelo segundo dia consecutivo, com paralisações em rodovias de ao menos 14 Estados do país. De acordo com líderes de caminhoneiros ouvidos pelo R7 Planalto, os atos são compostos, em sua maioria, por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não representam as pautas da categoria e entidades alertam, ainda, para possíveis transtornos econômicos.

Marconi França avalia que, por enquanto, as paralisações são feitas por motoristas ligados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e intervencionistas. “Estão aproveitando o momento para fazer politicagem”, diz.

A liderança argumenta que o governo federal, junto com o agronegócio, quis usar a categoria como “massa de manobra”. No entanto, segundo França, agora tem receio de que os caminhoneiros se reúnem para reivindicar as pautas do setor. “O governo sabe a força que os caminhoneiros têm quando estão juntos”, afirma.

Impacto econômico

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) repudia os atos espalhados em rodovias federais, afirma que não apoia nenhum tipo de paralisação e reafirma o “compromisso com o inegociável direito de ir e vir”.

Em nota, a entidade alerta que os bloqueios podem provocar sérios transtornos à atividade econômica, impactando diretamente o abastecimento das cidades brasileiras, em um contexto ainda marcado pela pandemia de covid-19.

“Poderá haver graves dificuldades para realizar o transporte de produtos de primeira necessidade da população, como alimentos, medicamentos e combustíveis – atingido, assim, a produção, o comércio e, por extensão, o consumidor final”, argumenta.

Pressão do governo federal

Bolsonaro informou que iria se reunir ainda hoje com representantes da categoria. De madrugada, o chefe do Executivo enviou uma mensagem, em áudio, para as lideranças dos caminhoneiros pedindo o fim das paralisações.

"Fala para os caminhoneiros aí que são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham a nossa economia e isso provoca desabastecimento, inflação, prejudica todo mundo e, em especial aí, os mais pobres. Então, dá um toque aí nos caras, se for possível, e vamos liberar, tá ok?", disse Bolsonaro.

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