R7 Planalto Lira vê risco de racionamento de energia semelhante ao de 2001

Lira vê risco de racionamento de energia semelhante ao de 2001

Presidente se reuniu com ministro Bento Albuquerque nesta terça. Governo federal tem em mãos MP que trata sobre o assunto

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7*

Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira PP-AL

Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira PP-AL

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 02.06.2021

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reconheceu nesta terça-feira (15) a possibilidade do risco de racionamento de energia neste ano semelhante àquele ocorrido durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Chamada de crise do apagão, afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica entre os anos 2001 e 2002. Na ocasião, a campanha pelo racionamento de energia evitou cortes forçados e blecautes em todo o país.

Lira se encontrou com o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) nesta terça-feira (15) na residência oficial. Segundo o presidente da Câmara, o risco de apagão foi descartado, mas não a alta dos preços.

“Não se falou em apagão, falou-se em racionamento, na economia (de energia), infelizmente a gente não manda na chuva. Mas não acredito que tenha apagão, pode ter energia mais cara por causa do uso das térmicas. Se houver a conscientização dos setores em deixar de consumir na hora do pico, ajuda. Vai ser mais ou menos parecido com o que aconteceu em 2001, 2002”, disse.

O governo tem nas mãos uma MP (Medida Provisória) que cria conduções para adoção de um racionamento de energia. Documentos internos revelam a intenção de criar um comitê de crise que terá o poder de adotar medidas como a redução obrigatória do consumo e a contratação emergencial de termoelétricas – medidas adotadas em 2001. Publicamente, sempre que questionado, o ministro de Minas e Energia tem negado o risco de um racionamento.

MP da Eletrobras

Lira disse não acreditar que a MP que autoriza a desestatização da Eletrobras possa ter algum dispositivo para ajudar na crise energética. O texto é analisado pelos senadores e, caso haja alterações, deve voltar aos deputados. O problema, garante o presidente da Câmara, agora é o gerenciamento.

“A MP da Eletrobras não vai resolver esse problema. O problema é de gerenciamento e reservatório, outras escolhas, de economia, de educação. É melhor você ter um dano controlado do que um dano desorganizado”, avaliou.

*Com informações da Agência Câmara

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