R7 Planalto Ministro Celso de Mello antecipa aposentadoria para 13 de outubro 

Ministro Celso de Mello antecipa aposentadoria para 13 de outubro 

Sua aposentadoria compulsória seria em 1º de novembro, mas decano informou que irá deixar a Suprema Corte três semanas antes 

  • R7 Planalto | Clébio Cavagnolle, da Record TV, com Mariana Londres

Ministro Celso de Mello antecipa aposentadoria para 13 de outubro

Ministro Celso de Mello antecipa aposentadoria para 13 de outubro

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicou à presidência da Corte que vai se aposentar no dia 13 de outubro após 31 anos no STF, completados em agosto. A informação foi confirmada pelo gabinete dele ao R7 Planalto

Ele voltou de licença médica nesta sexta-feira (25). 

Celso de Mello se aposentaria compulsoriamente em 1º de novembro, quando faz 75 anos. Com a decisão informada ao presidente Luiz Fux, ele deixa a Suprema Corte três semanas antes do prazo máximo. 

Antes de sair, Celso deve participar do julgamento que definirá se o presidente Jair Bolsonaro prestará depoimento presencial, ou por escrito, no inquérito sobre uma suposta tentativa de interferência na Polícia Federal. O ministro é relator do inquérito e determinou depoimento presencial. Como AGU (Advocacia-Geral da União) recorreu, a decisão vai a plenário virtual.

Celso de Mello tomou posse no STF em 1989, indicado pelo presidente José Sarney, depois de ter trabalhado por 19 anos no Ministério Público de São Paulo. Completou em 2020, portanto, 50 anos de magistratura. O ministro fez uma cirurgia em janeiro para corrigir um problema crônico no quadril, um desgaste na cabeça do fêmur que causava dores 24 horas por dia, em suas próprias palavras. Em agosto, ele se submeteu a outro procedimento cirúrgico e por isso tirou a  licença médica da qual retornou nesta sexta (25).

Novo ministro

Com a saída de Celso de Mello, o presidente Jair Bolsonaro irá fazer a sua primeira indicação à Suprema Corte. Os nomes mais cotados são do ministro da Justiça, André Mendonça, e o do secretário-geral da Presidência, Jorge Oliveira. 

Últimas