R7 Planalto Moraes quer provas de ação no TSE em inquérito das fake news

Moraes quer provas de ação no TSE em inquérito das fake news

Ministro quer compartilhar informações de processo sobre invasão em rede social que teria beneficiado eleição de Bolsonaro com inquérito no STF

  • R7 Planalto | Do R7

Alexandre de Moraes tomou posse como ministro do TSE na semana passada

Alexandre de Moraes tomou posse como ministro do TSE na semana passada

Rosinei Coutinho/SCO/STF (18/02/2020)

O R7 Planalto apurou que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Alexandre de Moraes deve compartilhar provas produzidas na ação do TSE, que acusa a chapa que elegeu Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 de invadir uma página no Facebook de adversários, no inquérito das fake news, aberto por ele no STF.

Nesta terça-feira (9), Moraes pediu vista no processo que entrou em julgamento no TSE, após ser interrompido ainda em 2019, por um pedido de vista do ministro Edson Fachin.

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Mais cedo o MPE (Ministério Público Eleitoral) já havia se manifestado favorável que o inquérito das fake news fosse utilizado em um outro processo sobre o tema, que também tem a chapa que elegeu Bolsonaro como presidente como ré.

No caso julgado hoje pelo TSE, Alexandre de Moraes pediu vista para analisar o processo de maneira mais apurada, justificando isso após Fachin defender em seu voto que a Polícia Federal investigue de maneira mais aprofundada o caso, que já foi investigado, sem sucesso, pela Polícia Civil da Bahia.

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O relator do caso no TSE, Ogg Fernandes, já teria feito um voto em sentido contrário, dizendo que havia ausência de provas no caso, já que não foi possível fazer perícia para apurar a invasão e também havia afastado a possibilidade de cassação do registro ou do diploma da chapa, por ter sido um fato de menor gravidade.

Caso Moraes faça o compartilhamento de provas entre os processos, e na retomada do julgamento, vença a opção de que o caso deva ser melhor apurado pela PF, os dados desta investigação podem passar a somar ao inquérito das fake news, que já chegou a resultar na deflagração de uma operação da PF (Polícia Federal) em aliados do presidente e criar um ambiente propício a cassação da chapa e do mandato Jair Bolsonaro e de Hamilton Mourão.

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