R7 Planalto Moro foi imparcial para 59,2% dos brasileiros, diz pesquisa

Moro foi imparcial para 59,2% dos brasileiros, diz pesquisa

Levantamento questionou atuação do ex-juiz ao condenar ex-presidente Lula. 35,3% acreditam que ele foi, sim, parcial

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar e Mariana Londres, do R7

Na imagem, ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro

Na imagem, ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Paraná Pesquisas aponta que 59,2% da população brasileira acredita que o ex-juiz Sergio Moro foi imparcial ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Moro foi parcial, por sua vez, para 35,3% dos entrevistados. Não sabem ou não opinaram representam 5,5%.

Lula foi condenado pelo ex-juiz Moro, então da 13ª Vara Criminal de Curitiba (PR), para cumprir a pena de 12 anos e 1 mês de reclusão, em regime fechado, no caso do tríplex do Guarujá (SP). O petista ficou preso por 580 dias na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense.

A pesquisa foi feita entre os dias 8 a 10 de março de 2021 e ouviu 2.002 habitantes, dos 26 Estados e Distrito Federal. O grau de confiança é de 95% para margem estimada de erro de aproximadamente 2%. A Paraná Pesquisas encontra-se registrada no Conselho Regional de Estatística da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª Região sob o número 3122/20.

STF x Moro
O julgamento da suspeição de Moro por parte do STF (Supremo Tribunal Federal) foi adiado na última terça-feira (9), quando o ministro Nunes Marques pediu vistas do processo. A Segunda Turma avalia ação movida pela defesa do ex-presidente que aponta que o ex-juiz da Lava Lato agiu de forma parcial para condenar Lula no caso do tríplex do Guarujá.

A análise ocorreu um dia após o ministro Edson Fachin anular as condenações do ex-presidente Lula na Operação Lava Jato, apontando que a 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba não tinha competência para analisar casos que não tinham ligação comprovada com o objetivo da operação, que era a apuração de ilícitos envolvendo a Petrobras. Os processos serão assumiados pelo TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), no Distrito Federal. Lula, por sua vez, voltou a se tornar elegível.

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