R7 Planalto 'Não há tempo a perder', diz Conass ao novo ministro da Saúde

'Não há tempo a perder', diz Conass ao novo ministro da Saúde

Presidente do Conselho divulgou carta direcionada a Marcelo Queiroga, que teve nomeação publicada nesta terça-feira (23)

Na imagem, ministro Marcelo Queiroga (Saúde)

Na imagem, ministro Marcelo Queiroga (Saúde)

Marcos Oliveira/Agência Senado - 12.08.2015

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) divulgou, nesta terça-feira (23), uma carta direcionada ao médico cardiologista Marcelo Queiroga, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como novo ministro da Saúde.

“Mais do que nunca, a população necessita de uma coordenação nacional para o enfrentamento da covid-19, com ações precisas, amparadas na ciência, que garantam a prevenção de novos contágios, facilitem o diagnóstico oportuno de doentes e da assistência a todos os brasileiros”, afirma o documento, assinado pelo presidente Carlos Lula.

O documento cita também que o Conass alertou diversas vezes sobre os “perigos da ausência de uma condução unificada e coerente” no combate à pandemia do novo coronavírus. “As consequências são sentidas nos hospitais lotados, nas filas de atendimento, no luto de um número crescente de famílias”, diz.

Para Lula, o atraso na aquisição de vacinas e de campanhas de comunicação que reforcem a importância de medidas de prevenção agravaram ainda mais a crise. “É urgente a adoção de medidas que garantam a imunização de toda a população, com a maior rapidez possível. Não há tempo a perder.”

A nomeação de Queiroga como titular da Saúde foi publicada na tarde desta terça no DOU (Diário Oficial da União). Pela manhã, o médico tomou posse durante cerimônia discreta dentro do gabinete do presidente Bolsonaro. Queiroga assumirá a pasta antes comandada pelo negeral Eduardo Pazuello, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Dias atrás, houve aproximação do governo com a médica Ludhmila Hajjar, que recusou assumir o ministério.

A admissão do médico ocorre no contexto de escalada do número de mortes por covid-19 e a iminente escassez de medicamentos para pacientes internados com o coronavírus, o chamado kit entubação. Atualmente, o Brasil atravessa pelo pior momento da pandemia, que já matou 295.425 pessoas e infectou outras 12.047.526. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os Estados com maior número de óbitos.

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