Nova paralisação de caminhoneiros depende de Bolsonaro

Segundo a Associação Brasileira dos Caminhoneiros, a categoria vai esperar posicionamento oficial do presidente eleito para definir se haverá nova greve

Caminhoneiros durante a greve de maio

Caminhoneiros durante a greve de maio

Adriano Machado/Reutes - 23.05.2018

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM) disse à Coluna que uma nova paralisação, no início de 2019, "depende do posicionamente oficial do presidente eleito". 

Vale lembrar que o acordo firmado por Temer com os grevistas deste ano, que reduziu o preço do Diesel, termina com o mandato do atual presidente. Por isso, como já adiantou a Coluna, este vai ser o primeiro grande desafio de Bolsonaro. Segundo o diretor do Instituto Fiscal Independente Gabriel Leal de Barros,"o governo vai herdar situação muito ruim e há coisas que ele vai precisar resolver antes de sentar na cadeira. E a primeira é o diesel".

A ABCAM afirma que não apoia as mobilizações realizadas nos últimos dias, mas não é contrária à vontade da maioria da classe. Os motoristas autônomos cruzaram os braços, nesta segunda (10), em São Paulo e no Rio de Janeiro, causando alguns problemas de abastecimento na capital fluminense. A reinvindicação é para reverter a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, que permitiu que empresas de frete paguem valores abaixo da tabela estabelecida sem receber multa.