R7 Planalto O que muda nos Poderes com a indicação de Anastasia ao TCU

O que muda nos Poderes com a indicação de Anastasia ao TCU

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, sai fortalecido da disputa e Planalto mostra dificuldade de articulação e sofre baixa

  • R7 Planalto | Mariana Londres, do R7, em Brasília

O que muda nos Poderes com indicação de Anastasia ao TCU

O que muda nos Poderes com indicação de Anastasia ao TCU

Roque de Sá/Agência Senado - 22.09.2021

A aprovação da indicação do senador Antonio Anastasia (PSD-MG) ao TCU (Tribunal de Contas da União) pelo Senado Federal, na disputa mais acirrada dos últimos anos, já tem reflexos no xadrez dos Poderes em Brasília.

Em uma articulação discreta e bem costurada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, Anastasia levou 52 dos 78 votos, ou 66% do total. O até então líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-CE), teve apenas 7 votos e a clara falta de empenho do governo com a sua candidatura o levou a entregar o cargo na manhã desta quarta-feira (15). 

No Palácio do Planalto, o governo Bolsonaro mostra que mantém a dificuldade de articulação no Senado Federal. Apesar de ter conseguido montar uma base aliada na Câmara e de ter colocado um senador na Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), a votação desta terça-feira deixou claro que os problemas continuam. Não à toa, Bolsonaro pretende eleger o maior número de senadores possível em 2022 e vários ministros se movimentam nesse sentido. 

Na campanha para o TCU, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) apostou na própria articulação, angariando votos tanto da oposição, como parte do PT, como do governo, somando 19 votos, mas bem menos do que ela contabilizava antes da votação, de 39 votos. Kátia tinha o apoio de Renan Calheiros, oposicionista ao governo, de parte do MDB e da bancada do PT, e conquistou a simpatia do Planalto, com a bênção do presidente do seu partido e ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A senadora chegou a pedir que Bezerra desisitisse da candidatura em seu apoio, mas ele decidiu partir para o tudo ou nada, o que lhe custou o cargo. 

Anastasia, por sua vez, era considerado o mais preparado e técnico para a função. Fez uma campanha "mineira", muito discreta, sem cantar vitória e se beneficiou do fato de a votação ser secreta. A vitória de Anastasia é estratégica para Rodrigo Pacheco. O seu suplente é Alexandre Silveira, também do PSD, que foi deputado federal e coordenador das campanhas eleitorais tanto de Anastasia quanto de Pacheco. Silveira deve coordenar a campanha de Pacheco, caso ele se candidate à Presidência. 

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