R7 Planalto Oito em cada dez brasileiros sofrem impacto financeiro na pandemia

Oito em cada dez brasileiros sofrem impacto financeiro na pandemia

Estudo do Instituto Paraná Pesquisas mostra que caiu em quatro pontos o percentual de brasileiros que apoiam o isolamento mesmo com impacto financeiro 

  • R7 Planalto | Mariana Londres, de Brasília

Brasileiros em fila para receber o auxílio emergencial de R$ 600

Brasileiros em fila para receber o auxílio emergencial de R$ 600

Wilton Junior/ Estadão Conteúdo - 16.04.2020

Oito em cada dez brasileiros sofrem impactos financeiros em função da crise econômica causada pelo coronavírus. Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que 82,8% dos entrevistados disseram ter sido impactados financeiramente durante a pandemia. Destes, quase 40%, ou 38,1% disseram ter sido muito impactados financeiramente. 22,5% falaram que o impacto foi normal para uma crise e 22,3% disseram ter sido pouco impactados. Apenas 15% disseram não ter sofrido impacto financeiro e 2,2% não responderam. 

A pesquisa foi realizada durante os dias 5 e 8 de maio com 2.200 brasileiros das 27 unidades da federação. O grau de confiança é de 95% para uma margem estimada de erro de dois pontos percentuais. 

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A mesma pergunta foi feita pelo Paraná Pesquisas no meio de abril, há um mês portanto, e os resultados foram semelhantes, dentro da margem de erro. Em abril, 81,9% disseram ter sofrido impacto financeiro em função do distanciamento social. 

O impacto financeiro do isolamento na vida dos brasileiros está diretamente ligado a mudança de hábitos de vida e de consumo. A pesquisa do Paraná detectou que 86% dos brasileiros disseram ter mudado hábitos ou costumes em função do coronavírus. 

O medo de ser infectado pelo coronavírus aumentou em um mês, na comparação com a pesquisa de abril. Em maio, 66,5% dos entrevistados disseram ter medo de infecção pelo vírus. Já em abril o número era de 60,6%. 

Em função da persistência do impacto financeiro da crise, caiu o percentual de brasileiros que manteriam o isolamento social independente do impacto finaceiro. Em abril 53,2% responderam que manteriam o isolamento. Em maio, o percentual caiu para 49,9%. 

Questionados sobre a vida em geral, se piorou ou permanece igual em função da pandemia, os brasileiros se dividem: 47,5% dizem que está igual, 47,6% dizem que piorou. Já os que acham que melhorou são apenas 1,8%. Os que não sabem ou não responderam são 3,1%. 

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