Operação Appius mira 17 grandes escritórios de advocacia do País

Operação da PF vem sendo chamada de Lava Toga, mas na verdade são os escritórios de advocacia que estão na mira dos investigadores

Operação Appius mira grandes escritórios de advocacia do País

Operação Appius mira grandes escritórios de advocacia do País

Arquivo / Agência Brasil

A operação Appius, que vem sendo chamada de Lava Toga, por ter feito buscas em endereços ligados ao ex-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Cesar Asfor Rocha, está sendo chamada nos bastidores de Lava Beca. 

As duas fases da Appius indicam que o verdadeiro alvo da operação não são ministros do Judiciário, mas as grandes bancas de advogados do Brasil. Os alvos da operação são 17 grandes escritórios que prestam ou prestaram serviços para a Camargo Corrêa ou tiveram algum relacionamento com a empreiteira.

Entre os advogados, há críticas à operação, que partiu da delação premiada de Antônio Palocci e corre em segredo de justiça. 

A Operação Appius foi defagrada em 7 de novembro pela PF em conjunto com o MPF (Ministério Público Federal) para apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A suspeita é de pagamento de propina por parte da empreiteira a agentes públicos, para suspender e anular Operação Castelo de Areia. A Castelo de Areia foi deflagrada em 2009 e anulada em 2011 e é considerada uma etapa prévia à Lava Jato. 

O ex-ministro Cesar Asfor Rocha, disse, por meio de sua assessoria no dia em que foi deflagrada a Appius, que "o ex-ministro Antonio Palocci dissemina mentiras com base no que diz ter ouvido falar e que, por falta de consistência e de provas, essa mesma delação foi recusada pelo Ministério Público Federal".