Novo Coronavírus

R7 Planalto Para líder no Senado, Ernesto não é o único responsável por atrasos 

Para líder no Senado, Ernesto não é o único responsável por atrasos 

Para o líder da minoria, senador Jean Paul Prates, o presidente Bolsonaro precisa ser responsabilizado pelos atrasos na vacinação

Para líder no Senado, Ernesto Araújo não é o único responsável por atrasos

Para líder no Senado, Ernesto Araújo não é o único responsável por atrasos

Marcos Corrêa/PR - 16.03.2021

O pedido de demissão do chanceler Ernesto Araújo já repercute no Senado Federal. A Casa pressiona pela sua saída de forma pública e ostensiva desde a semana passada. 

Na avaliação do líder da minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN), Araújo é uma catástrofe diplomática, mas não deve ser o único responsável pelos atrasos na vacinação no País: "Se o Brasil não tem vacinas, o responsável é Bolsonaro. Foi ele quem sabotou a negociação das vacinas com países produtores e laboratórios. Foi o seu negacionismo que ignorou a primeira oferta da Pfizer, que recusou e criticou a compra da Coronavac e fez discursos irresponsáveis contra a vacinação".

Para Prates, a fritura do chanceler é uma estratégia do governo para encontrar um culpado pela situação da pandemia no Brasil. 

Leia abaixo íntegra da nota do líder: 

“O Chanceler Ernesto Araújo foi ouvido pela Câmara e pelo Senado, na última quarta-feira (24). Ele chegou sob fogo dos parlamentares de oposição e mesmo de alguns que votam alinhados com o Governo, mas no final, a impressão que ficou é de que Bolsonaro está lavando as mãos e servindo a cabeça de seu ministro numa baixela de prata.

A fritura do ministro das Relações Exteriores é evidente. Ele foi escalado como culpado da hora pelo atraso e ausência de vacinas no país.

Que Araújo é uma catástrofe diplomática, ninguém nega. Mas ele é o bode que colocaram na sala para que outros não paguem o pecado a ser expiado.

Se o Brasil não tem vacinas, o responsável é Bolsonaro. Foi ele quem sabotou a negociação das vacinas com países produtores e laboratórios. Foi o seu negacionismo que ignorou a primeira oferta da Pfizer, que recusou e criticou a compra da Coronavac e fez discursos irresponsáveis contra a vacinação.

Agora, o Brasil está refém da pouca disponibilidade de vacinas no mercado mundial e a população está sofrendo com a falta de medicamentos, imunizantes, UTIs e oxigênio”.
 

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