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Pfizer confirma carta em setembro de 2020 para vender vacina ao país

Informação foi dada pelo gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, em depoimento à CPI da covid-19

R7 Planalto|Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, Carlos Murillo (Pfizer)
Na imagem, Carlos Murillo (Pfizer) Na imagem, Carlos Murillo (Pfizer)

Em depoimento à CPI da covid-19 nesta quinta-feira (13), o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, confirmou que a farmacêutica enviou uma carta sobre acordo para vacina contra a covid-19 para o presidente Jair Bolsonaro em 12 de setembro de 2020.

O documento, revelado na íntegra pelo R7 Planalto, foi encaminhado também para o vice-presidente Hamilton Mourão e os ministros Braga Netto (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia) e Eduardo Pazuello (Saúde), além de o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor Foster.

“O que eu posso confirmar é, que depois de feitas essas ofertas, com data de 12 de setembro, nosso CEO mandou uma comunicação para o governo do Brasil indicando nosso interesse em chegar a um acordo e que nós tínhamos fornecido ao governo do Brasil as propostas anteriormente mencionadas”, disse Murillo.

O gerente-geral da Pfizer disse que as primeiras reuniões da farmacêutica com os brasileiros começaram em maio de 2020. Em julho, manifestou interesse de entregar vacinas ao país, com a primeira oferta em 14 de agosto – inicialmente, foram oferecidas 30 milhões de doses e posteriormente 70 milhões. Os lotes seriam entregues, segundo Murillo, no final de 2020.

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