CPI da Covid

R7 Planalto Precisa diz à CPI que não pode ir depor em função da quarentena

Precisa diz à CPI que não pode ir depor em função da quarentena

Depoimento de Francisco Maximiano está previsto para quarta-feira (22), de acordo com calendário da comissão do Senado

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, presidente e relator da CPI da Covid

Na imagem, presidente e relator da CPI da Covid

Jefferson Rudy/Agência Senado - 18.06.2021

O dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, informou nesta terça-feira (22) à CPI da Covid que não poderá depor em decorrência da quarentena que cumpre após viagem recente à Índia.

A informação foi confirmada ao R7 Planalto por Ticiano Figueiredo, advogado do empresário. O depoimento do dono da Precisa Medicamentos está previsto para quarta-feira (23), de acordo com calendário da comissão do Senado.

"A defesa de Francisco Maximiano e da Precisa Medicamentos protocolou petição junto à CPI, informando que o empresário encontra-se cumprindo quarentena imposta pela Anvisa, em razão de ter feito viagem recente à Índia", afirma a nota.

O advogado também solicitou acesso aos autos da CPI, "colocando-se à disposição das autoridades para desmentir as inverdades que maliciosamente vem sendo difundidas, prestar os devidos esclarecimentos e mostrar como a contratação da vacina Covaxin obedeceu a todos os critérios de integridade, valor de mercado e interesse público".

"A contratação, é preciso deixar claro, beneficiará milhões de brasileiros e seguiu todas as regras do Ministério da Saúde e das leis brasileiras, bem como os padrões praticados internacionalmente pelo laboratório indiano Barath Biotech, no mesmo patamar dos outros laboratórios contratados no país, com vantagem de ter soluções de armazenamento mais simples e mais baratas para o Ministério da Saúde", acrescentou.

A compra da Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, representado no Brasil pela Precisa Medicamentos, entrou na mira da CPI. A ordem para a aquisição da vacina indiana partiu pessoalmente do presidente Jair Bolsonaro. A negociação durou cerca de três meses, um prazo bem mais curto que o de outros acordos.

Após o informe de quarentena, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), anunciou que o depoimento foi adiado para a semana que vem. Não há, contudo, a data oficial.

"Recebemos o comunicado do advogado do senhor Maximiano comunicando a essa CPI, hoje [terça-feira], que o cliente dele, Maximiano, chegou no dia 15 da Índia e que ele tem que fazer quarentena na sua residência. Então nós vamos transferir a oitiva para a semana que vem", disse Aziz.

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