R7 Planalto Presidente do Congresso critica aglomerações: "Não façam isso"

Presidente do Congresso critica aglomerações: "Não façam isso"

Rodrigo Pacheco se reuniu com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para tratar do enfrentamento ao novo coronavírus

Na imagem, Rodrigo Pacheco e Marcelo Queiroga

Na imagem, Rodrigo Pacheco e Marcelo Queiroga

Divulgação

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), criticou nesta terça-feira (25) os brasileiros que promovem ou participam de aglomerações e pediu para que “não façam isso”, com vistas a uma eventual terceira onda da covid-19 no Brasil.

“E definitivamente a todos aqueles que promovem ou participam de aglomerações: não façam isso. É muito importante a consciência de todos nós, independentemente da posição que tenhamos. Todos nós brasileiros precisamos estar unidos nesse propósito, de nos isolarmos, mantermos dentro do razoável, da possibilidade de normalidade das nossas vidas, mas não fazer aglomerações, porque isso pode ser realmente fatal numa eventual terceira onda no Brasil”, afirmou.

No último domingo (23), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compareceu em ato com apoiadores para um passeio de moto no Rio de Janeiro. Na ocasião, o chefe do Executivo promovou aglomeração e não usou máscara.

Pacheco se encontrou pela manhã com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para discutir propostas de enfrentamento ao novo coronavírus.

“Para isso, é muito importante, primeiro, ampliarmos o número de testes da doença no Brasil. O teste permite a identificação da doença, e isolar e tratar aquela pessoa que esteja infectada. Isso é fundamental discutirmos isso, faremos e daremos andamento a essa medida da ampliação de testagem. Precisamos muito da iniciativa privada mobilizada nesse sentido”, disse.

Queiroga afirmou à Record TV que o programa nacional de testagem em massa, desenvolvido pelo ministério, passará pelo crivo do SUS (Sistema Único de Saúde) na próxima quinta-feira, quando uma reunião tripartite ocorrerá.

No último sábado (22), o ministro informou sobre o envio de 600 mil testes de covid-19 ao Maranhão na tentativa de fazer busca ativa e conter possível disseminação da cepa indiana, detectada em seis tripulantes de um navio atracado em São Luís.

Pacheco também defendeu a ampliação da vacinação do país, que enfrenta lentidão e falta de imunizantes, além de produção impactada pela carência de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo).

“Temos grande expectativa pela aprovação da vacina Covaxin, da Índia, que já tem disponibilização de 20 milhões de doses, assim que a Anvisa autorizar a sua certificação e o seu registro”, comentou o presidente do Congresso.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu nesta terça-feira um novo pedido de importação da vacina Covaxin, contra a covid-19. O pedido é referente à importação de 20 milhões de doses e foi protocolado pelo Ministério da Saúde no dia anterior.

“Não podemos, definitivamente, descuidar da doença, da possibilidade de cada um de nós sermos infectados. Então, mais do que nunca, vamos redobrar os cuidados, com o uso de máscara, higienização das mãos e com distanciamento social”, acrescentou Pacheco.

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