R7 Planalto Presidente do TJ-MS defende volta ao trabalho: 'palhaçada midiática'

Presidente do TJ-MS defende volta ao trabalho: 'palhaçada midiática'

Parte de vídeo do discurso de Carlos Eduardo Contar foi compartilhada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) 

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, Carlos Eduardo Contar (TJ-MS)

Na imagem, Carlos Eduardo Contar (TJ-MS)

Reprodução Youtube

O novo presidente do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Carlos Eduardo Contar, defendeu, na última sexta-feira (22) em cerimônia de posse, a volta ao trabalho contra “palhaçada midiática fúnebre” e falou ainda a favor de medicamento que não tem eficácia comprovada. Parte do vídeo foi compartilhada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais nesta segunda-feira (25).

“Voltemos nossas forças ao retorno ao trabalho, deixemos de viver conduzidos como rebanho para o matadouro daqueles que veneram a morte, que propagandeiam o quanto pior melhor, desprezemos, pois, o irresponsável, o covarde e picareta da ocasião que afirma ‘fiquem em casa’, ‘não procurem socorro médico com sintomas leves’, ‘não sobrecarreguem o sistema de saúde’, afirmou Contar.

“Mostremos nós trabalhadores do serviço público responsabilidade com obrigações com aqueles que representamos, e por isto mesmo, retornemos com segurança, pondo fim à esquizofrenia e palhaçada midiática fúnebre”, acrescentou.

A cerimônia de posse marcou a abertura da nova administração 2021/2022 do TJ-MS, escolhidos em 21 de outubro de 2020. Além de Contar, assumem Sideni Soncini Pimentel como vice-presidente e Luiz Tadeu Barbosa Silva, corregedor-geral de Justiça.

Em seu discurso, o novo presidente do TJ-MS falou, sem citar nomeadamente, medicamentos, possivelmente contra a covid-19, que não têm eficácia comprovada cientificamente – como hidroxicloroquina e ivermectina.

“Este seria o momento de falar sem ser interrompido, é a oportunidade de considerar as coisas como se apresentam, combatendo a histeria coletiva, a mentira global, a exploração política, o louvor ao morticínio, a inadmissível violação dos direitos e garantias individuais, o combate leviano e indiscriminado a medicamentos que – se não curam, e isto jamais fora dito – podem, simplesmente no campo da possibilidade, ajudar na prevenção ou diminuição do contágio, mesmo não sendo solução perfeita e acabada”, disse.

“Porém, como já dito ao início, razões de ordem prática recomendam meu silêncio. Primeiro, para não ser penalizado, neste tempo de caça às bruxas onde até o simples direito de manifestar qualquer opinião eu não seja a da grande mídia corrompida e partidária, também porque a idade vai ensinando que melhor do que estar certo é ser feliz, mesmo que padecendo com a revolta, a indignação e o inconformismo”, acrescentou Contar.

O vídeo do novo presidente do TJ-MS foi compartilhado nesta segunda-feira (25) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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