R7 Planalto Presidentes das Comissões de Meio Ambiente divergem sobre discurso

Presidentes das Comissões de Meio Ambiente divergem sobre discurso

Na Cúpula do Clima, Bolsonaro pediu recursos internacionais e defendeu prazos para reduzir o desmatamento na Amazônia

Bolsonaro e Salles em evento da Cúpula do Clima

Bolsonaro e Salles em evento da Cúpula do Clima

Marcos Corrêa/PR - 22.04.2021

Os presidentes das Comissões de Meio Ambiente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, Jaques Wagner (PT-BA) e Carla Zambelli (PSL-SP), respectivamente, divergiram nesta quinta-feira (22) sobre o discurso feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na primeira sessão da Cúpula de Líderes sobre o Clima.

No evento que reuniu as maiores lideranças mundiais, Bolsonaro pediu recursos internacionais, antecipou para 2050 o prazo para o país zerar as emissões de gases do efeito estufa e do desmatamento ilegal na região amazônica.

Zambelli avaliou o discurso como “excelente”. “Bolsonaro reafirma o papel de liderança do Brasil na conservação de seu bioma e o compromisso em eliminar o desmatamento ilegal até 2030. O Brasil está aberto à cooperação internacional”, afirmou.

Para Wagner, a fala do presidente foi vazia. “Falou em aumentar a fiscalização sobre o desmatamento ilegal quando medidas do seu governo dificultam a tarefa, tentando permitir grilagem nas unidades de conservação e terras indígenas”, disse.

“Para piorar, mendigou recursos para a atuação do Brasil diante da crise climática, e não mencionou que quase R$ 3 bilhões do Fundo Amazônia estão parados por conta da postura do seu governo. Ou seja, continua sem medidas concretas e sem nenhum plano estratégico para que o país alcance a neutralidade das emissões em 2050”, acrescentou.

As divergências entre os dois presidentes das Comissões de Meio Ambiente eram esperadas, uma vez que um é opositor e a outra, aliada de Bolsonaro.

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