China

R7 Planalto Pressionado, MRE atuou por vários dias pela liberação de insumos

Pressionado, MRE atuou por vários dias pela liberação de insumos

Bolsonaro informou nesta segunda que matéria prima para vacina contra covid-19 deve chegar nos "próximos dias"

  • R7 Planalto | Thiago Nolasco, da Record TV

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Embora o presidente Jair Bolsonaro tenha anunciado, o trabalho de liberação dos insumos da China foi conduzido pelo MRE (Ministério de Relações Exteriores). A previsão é de que a matéria prima para a vacina contra covid-19 chegue na sexta-feira (29).

Enfrentando críticas pela condução da política externa brasileira, o ministro Ernesto Araújo e equipe se empenharam no trabalho de vencer as barreiras burocráticas da China.

Uma diplomata ouvido pelo R7 explicou que as barreiras foram todas de ordem "diplomática burocrática e não de qualquer outra ordem" - informações que derrubam a tese de que o envio da matéria prima para produção de vacinas estava atrasado por causa de questões ideológicas. Desde o início da gestão Bolsonaro, a diplomacia Brasileira é mais alinhada aos Estados Unidos. Muitos integrantes do governo e da família Bolsonaro já fizeram críticas ao regime que conduz a potência asiática.

Os profissionais envolvidos nas negociações explicaram que entre as etapas burocráticas que precisavam ser vencidas estavam o processo de Licença de Exportação, que é feito pelas empresas importadoras, e amarras com autoridades alfandegarias e com os governos de províncias chinesas. "O sistema burocrático chinês não é simples" é o relato de quem acompanhou tudo de perto.

O Ministério de Relações Exteriores pretende continuar acompanhando o envio de matéria prima para produção de todas as vacinas contra a covid-19. "Entramos porque é uma necessidade do país e não de A ou B", disse uma fonte.

Últimas