R7 Planalto Prévias do PSDB impactam bancadas no Congresso; entenda

Prévias do PSDB impactam bancadas no Congresso; entenda

Na Câmara, liderança deve ficar com grupo vencedor e pode haver debandada; partido tem sofrido "bolsonarização"

  • R7 Planalto | Mariana Londres, do R7, em Brasília

João Doria, Arthur Virgílio e Eduardo Leite disputam as prévias neste domingo (21)

João Doria, Arthur Virgílio e Eduardo Leite disputam as prévias neste domingo (21)

Divulgação

Em debates públicos nesta semana, reta final das prévias do PSDB, o ex-ministro e ex-prefeito de Manaus (AM) Arthur Virgílio, que disputa a vaga de candidato à Presidência pelo partido, defendeu o fim da "bolsonarização" dos tucanos e pediu para os seus concorrentes, os governadores Eduardo Leite (RS) e João Doria (SP), que se comprometessem publicamente a não deixar o partido. 

As falas de Virgílio escancaram o racha no partido. O resultado das prévias terá impacto não somente nas eeições presidenciais de 2022, mas também no futuro das bancadas na Câmara e no Senado e, consequentemente, do partido. 

Na Câmara, tem causado incômodo o comportamento de cerca de metade na bancada que tem votado mais com o governo, o que é surpreendente para um partido que passou recentemente de independente para oposição. Na votação da PEC dos Precatórios, apenas 11 da bancada de 32 votaram contra a proposta. Para o voto impresso, assunto que tem a digital de Bolsonaro, 14 votaram sim. 

O deputado federal Aécio Neves

O deputado federal Aécio Neves

Jefferson Rudy/Agência Senado - 30.10.2018

Trata-se do resultado de uma clara divisão interna entre dois grupos, de uma lado deputados que apoiam Doria e de outro os que apoiam Leite, liderados por Aécio Neves (MG). O resultado das prévias terá impacto certo sobre a escolha no novo líder do partido, o atual, Rodrigo de Castro (MG), é do grupo de Aécio e apoia Leite nas prévias. Se Leite vencer, a liderança deve ficar com os aecistas. Se o vitorioso for Doria, é esperada uma dança de cadeiras na liderança e pode ocorrer ainda uma possível debandada dos tucanos que têm votado com o governo na janela partidária. 

A divisão se repete no Senado, onde o senador Tasso Jereissatti (CE) retirou a própria candidatura para apoiar Leite e o senador Izalci Lucas (DF), líder, se mantém alinhado a Doria. Em caso de vitória de Leite e, por consequência o fortalecimento de Tasso, a legenda pode se aproximar mais do pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, de quem Tasso se reaproximou recentemente. Cogita-se, inclusive, uma aliança com Leite como vice, já que, ao contrário de Doria, Leite teria disposição de abrir mão de ser cabeça de chapa. 

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