R7 Planalto Procuradoria do DF e PF abrem investigação criminal sobre Covaxin

Procuradoria do DF e PF abrem investigação criminal sobre Covaxin

Medida foi tomada nesta quarta (30). Documento é assinado pelo procurador Paulo Rocha Júnior. PF também instaurou inquérito

  • R7 Planalto | Clébio Cavagnolle, da Record TV

Na imagem, dose da vacina Covaxin

Na imagem, dose da vacina Covaxin

Adnan Abidi/Reuters

A Procuradoria da República no Distrito Federal instaurou, nesta quarta-feira (30), procedimento investigatório criminal para apurar a compra da Covaxin, vacina indiana contra a covid-19. Mais tarde, a Polícia Federal também fez o mesmo.

O documento, ao qual o R7 Planalto obteve acesso, é assinado pelo procurador Paulo José Rocha Júnior.

"Apurar, especificamente, supostas irregularidades na celebração do Contrato n° 29/2021, pactuado entre a empresa Precisa Medicamentos, sócio-administrador Francisco Emerson Maximiano, a qual representa, no Brasil, o laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da vacina contra a covid-19 Covaxin, com o Ministério da Saúde para entrega de 20.000.000 (vinte milhões) de doses de Covaxin, até 70 (setenta) dias após a assinatura do contrato", diz o documento.

Inquérito na PF

Também nesta quarta-feira (30), a Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para investigar as denúncias de corrupção na aquisição da Covaxin pelo Ministério da Saúde, com mediação da Precisa. O contrato, que foi suspenso pela pasta após suspeitas de corrupção, previa o pagamento de R$ 1,6 bilhão por 20 milhões de doses ao custo de US$ 15 cada uma - a mais cara comprada pelo governo até agora. A ordem para a aquisição da vacina partiu diretamente do presidente Jair Bolsonaro.

A investigação foi instaurada mais de três meses depois de Bolsonaro ter recebido a denúncia. O pedido de instalação do inquérito partiu do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

A mobilização do governo federal ocorre após a CPI da Covid colher depoimento do deputado Luis Miranda e de seu irmão, Luis Ricardo Fernandes Miranda, chefe do setor de importação do Ministério da Saúde, e tornar públicas as suspeitas de irregularidades na negociação da vacina.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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