CPI da Covid

R7 Planalto Renan Calheiros pede quebra de sigilo da rádio Jovem Pan

Renan Calheiros pede quebra de sigilo da rádio Jovem Pan

Requerimento feito pelo senador do MDB-AL está na pauta de votação da sessão desta terça-feira (3) da CPI da Covid 

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, senador Renan Calheiros (MDB-AL)

Na imagem, senador Renan Calheiros (MDB-AL)

Adriano Machado/Reuters - 14.07.2021

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou requerimento para a quebra de sigilo de dados bancários da rádio Jovem Pan. A medida está na pauta desta terça-feira (3) da comissão.

De acordo com o documento, a rádio é classificada como “grande disseminador de fake news” e o requerimento vem na esteira da investigação contra o chamado gabinete do ódio – no sentido de descobrir se houve ou não financiamento de informações falsas durante a pandemia de covid-19.

“Ademais, cumpre esclarecer que os requeridos levantamento e transferência de dados, referem-se especificamente ao sigilo bancário, desde o início de 2018 até o presente, de todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em Instituições Financeiras”, diz.

Em nota, a rádio afirmou que a história comprova que, ao longo de seus 77 anos de existência, a empresa jamais disseminou fake news e que pedidos do gênero são injustificáveis.

“Os profissionais da Jovem Pan divulgam fatos e os analisam segundo diferentes pontos de vista. O autor do pedido não especifica quais profissionais disseminaram notícias mentirosas e em quais programas isso teria ocorrido. Fica claro, portanto, que se trata de uma acusação genérica que tem por única finalidade cercear a liberdade de imprensa no Brasil”, pontua.

A Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) repudiou o requerimento. Em nota, afirma que não identificou nenhuma informação que o respaldasse ou legitimasse. “A imprensa, que é um serviço essencial para o país, não é o foco dos trabalhos desenvolvidos pela CPI”.

O grupo acredita também que o requerimento será retirado ou rejeitado, mas, caso isso não ocorra, “estaremos diante de um precedente gravíssimo, desnecessário e equivocando, ferindo as liberdades de imprensa e expressão”.

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