CPI da Covid

R7 Planalto Reverendo foi recebido na Saúde no mesmo dia que pediu reunião

Reverendo foi recebido na Saúde no mesmo dia que pediu reunião

Amilton Gomes de Paula se encontrou com funcionários da pasta no dia 22 de fevereiro, segundo relato feito à CPI da Covid

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, reverendo Amilton Gomes de Paula

Na imagem, reverendo Amilton Gomes de Paula

Adriano Machado/Reuters - 03.08.2021

Em depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira (3), o reverendo Amilton Gomes de Paula, fundador da ONG Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), afirmou que foi recebido no Ministério da Saúde no mesmo dia em que pediu uma reunião para tratar sobre a aquisição de vacinas.

Paula contou que solicitou ao ministério uma reunião, via e-mail, às 12h do dia 22 de fevereiro. O encontro foi confirmado pela pasta e ocorreu às 16h30 do mesmo dia, em Brasília. De acordo com o reverendo, o motivo para ter sido recebido com celeridade se deve a urgência do tema.

O vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), leu trecho do e-mail. A mensagem eletrônica fala sobre “apresentação e possível negociação da vacina AstraZeneca de forma humanitária para o governo brasileiro”.

Paula negou ainda que tenha contato ou influência com membros do governo federal e falou que os contatos que teve com o Ministério da Saúde sempre ocorreram de forma formal e eletrônica. “Não conheço ninguém do governo federal. Ninguém próximo ao presidente. Eu não tenho nenhuma proximidade nem relacionamento”, garantiu.

O reverendo entrou no radar da CPI porque teria recebido autorização do Ministério da Saúde para negociar a aquisição de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca, oferecidas pela empresa Davati Medical Supply.

Segundo o reverendo, ele esteve presente no ministério em três ocasiões: dia 22 de fevereiro e 2 e 12 de março. Uma das reuniões, segundo Paula, foi articulada pelo coronel Helcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil, entidade que defende bandeiras bolsonaristas.

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