R7 Planalto Senado aprova voto de censura a assessor de Bolsonaro

Senado aprova voto de censura a assessor de Bolsonaro

Filipe Martins, assessor do governo, gesticulou gesto considerado obsceno e racista durante sessão da Casa em 24 de março

Martins gesticula gesto obsceno e racista

Martins gesticula gesto obsceno e racista

Reprodução

O plenário do Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (31), voto de censura a Filipe Martins, assessor da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Durante sessão do Senado em que o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo expôs as dificuldades para a compra de vacinas contra a covid-19, em 24 de março, o assessor fez um gesto com a mão, interpretado por alguns como um símbolo de supremacismo branco e por outros, como simplesmente obsceno. Nas redes sociais, Martins disse que apenas arrumava o paletó.

O voto de censura foi solicitado pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES). O requerimento, que foi subscrito por mais de 30 senadores, afirma que Martins se comportou de forma “completamente inadequada, desrespeitosa e quiçá criminosa” durante sessão do Senado Federal.

“Conforme vídeos amplamente divulgados, Filipe Martins realizou gestos compatíveis com o movimento supremacista branco durante o discurso do senador Rodrigo Pacheco. Tal gestual remonta à sigla WP, que significa ‘White Power’ ou, em português, ‘Poder Branco’. Tal gesto tem sido amplamente replicado por membros de grupos de extrema direita e por simpatizantes do movimento supremacista branco em protestos e redes sociais por todo o mundo", diz o documento.

De acordo com o Blog do Nolasco, o assessor se mantém no cargo e não será demitido. Segundo interlocutores, Bolsonaro teria decido manter Martins na função, apesar das pressões do Senado. O presidente também orientou o assessor a se defender e reverter o desgaste político com parlamentares.

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