R7 Planalto Senado pode votar na quarta texto que anula decreto de armas

Senado pode votar na quarta texto que anula decreto de armas

Líder da minoria e senadores de 8 partidos, incluindo MDB e Podemos, apoiam a medida que susta efeitos de decretos

  • R7 Planalto | Mariana Londres, de Brasília

Decretou aumento acesso às armas

Decretou aumento acesso às armas

Divulgação/SSP-SP

O plenário do Senado Federal pode votar na próxima quarta-feira (3) um dos projetos de decreto legislativo (PDL) que susta os efeitos dos quatro decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na noite de 12 de fevereiro e que ampliaram o acesso a armas e munições no País. 

O assunto foi discutido na reunião de líderes do Senado desta quinta-feira (25) e colocado como prioritário para discussão na semana que vem, ao lado de outras pautas, como a PEC Emergencial.

O texto que pode ser discutido é o PDL 69, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O parlamentar argumenta que Bolsonaro usou de meio ilegal e inconstitucional para realizar sua "obsessão em tentar eliminar qualquer regra que restrinja o acesso às armas no Brasil".

O líder da minoria, senador Jean Paulo Prates (PT-RN), defendeu a importância de discutir o assunto na próxima semana. 

"Ainda não há certeza se entrará na pauta, mas enfatizei a importância disso, de colocar em votação o PDL das armas, que suspende as novas regras para a aquisição de armas e munições, que foi um decreto irrelevante e inoportuno em um momento de pandemia com aumento de tensões, miserabilidade e do desemprego". 

O PDL tem apoio não somente da minoria, mas de senadores de oito partidos: MDB, Podemos, PSDB e Pros, além de PT, Cidadania, PSB, Rede. 

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