R7 Planalto Servidores do BC entrarão em greve em abril por tempo indeterminado

Servidores do BC entrarão em greve em abril por tempo indeterminado

Greve foi aprovada em assembleia com 1.300 servidores; serviços devem ser afetados pela paralisação 

  • R7 Planalto | Mariana Londres, do R7, em Brasília

Sede do Banco Central em Brasília

Sede do Banco Central em Brasília

25/08/2021 - REUTERS/Amanda Perobelli

Os servidores do Banco Central aprovaram nesta segunda-feira (28) greve por tempo indeterminado a partir de 1º de abril. A greve deve impactar ainda mais a elaboração e a divulgação de relatórios semanais e mensais, que já vêm sofrendo atrasos desde o início da paralisação da categoria. Os servidores do BC fazem paralisações diárias de quatro horas, das 14h às 18h, desde 17 de março. 

De acordo com Fábio Faiad, presidente do Sindicato dos Servidores do Banco Central, a assembleia desta segunda teve a presença de 1.300 servidores e 90% deles votaram a favor da greve. Além da paralisação, foi aprovada a manutenção da operação-padrão até 31 de março. Operação-padrão — ou greve de zelo — consiste na fiscalização mais lenta provocada pelo reforço no rigor das atividades.

VEJA ABAIXO MOBILIZAÇÃO DOS SERVIDORES DO BC EM JANEIRO DESTE ANO

A categoria não está satisfeita com as negociações que têm sido feitas com o presidente do Bacen, Roberto Campos Neto. Os servidores exigem um aumento de 26,3%, além da reestruturação da carreira. Mas o presidente do banco não apresentou uma oferta de aumento nos contracheques até agora. 

A pressão dos servidores do Banco Central começou no fim do ano passado, quando o presidente Jair Bolsonaro prometeu aumentos para policiais federais e rodoviários federais. As falas do presidente deixaram inquietas outras categorias, como servidores da Receita e do Bacen. Até agora, nenhum reajuste foi oficializado.

Taxa de câmbio de referência - Ptax

Um dos serviços que têm sofrido atrasos é o cálculo da Ptax, a taxa de câmbio calculada durante o dia pelo Banco Central. Ela consiste na média das taxas informadas pelas instituições financeiras durante quatro janelas do dia e é usada pelo mercado financeiro como referência para o valor do dólar futuro (D2). 

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