Só participe da Black Friday se quiser ajudar a economia do País

Aos que pretendem se arriscar na famigerada Black Fraude, recomenda-se ter de onde tirar o dinheiro para pagar os boletos que certamente virão

Segundo pesquisa, apenas 59% das ofertas analisadas em 2018 eram confiáveis

Segundo pesquisa, apenas 59% das ofertas analisadas em 2018 eram confiáveis

Pixabay

Se tem gente que acha a Tatá Werneck engraçada, como criticar aqueles que acreditam nos descontos da Black Friday? Pois então, trago verdades: é cilada. E isso surpreende zero pessoas. Mas a recuperação econômica do país depende de patriotas de todos os tipos, inclusive os consumistas.

Segundo levantamento de uma empresa especializada, apenas 59% das ofertas analisadas em uma pesquisa de 2018 eram confiáveis. Não é uma 25 de Março, um Brás raiz, mas acertar seis a cada dez tentativas é performance a se comemorar para um povo que manda centenas de currículos e não recebe nenhuma resposta.

Pena que é preciso estar empregado para participar da farra do boi do capitalismo brazuca – quer dizer, recomenda-se ter de onde tirar o dinheiro para pagar os boletos que certamente virão, numa escala estática de 100%.

A Black Fraude está de olho em quem gosta de celulares, notebooks e similares. São nesses itens que se encontram as ofertas mais picaretas. Aí a proporção de acerto se inverte e até 70% das promoções são indignas de saber a senha do cartão de crédito do incauto brasileiro.

O Procon, inclusive, alerta que propagandas que chegam via WhatsApp devem ser evitadas – pois, além de fakenews, descontos mirabolantes ou promessas de campanha (publicitárias) não trazem só prejuízos imediatos, mas arrependimentos a longuíssimo prazo. Quem nunca?