CPI da Covid

R7 Planalto Sputnik, cloroquina e aglomeração: veja questões a Barra Torres na CPI

Sputnik, cloroquina e aglomeração: veja questões a Barra Torres na CPI

Presidente da Anvisa prestará depoimento, na condição de testemunha, às 10 horas desta terça-feira (11)

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, diretor Antonio Barra Torres (Anvisa)

Na imagem, diretor Antonio Barra Torres (Anvisa)

Adriano Machado/ REUTERS 06.05.2021

O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, será ouvido pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid-19 nesta terça-feira (11) às 10 horas.

De acordo com senadores ouvidos pela reportagem, as principais questões no depoimento do presidente da Anvisa serão o uso emergencial da vacina russa Sputnik negado, hidroxicloroquina, medidas de barreiras sanitárias e aglomeração com autoridades.

Sputnik
Nesta segunda-feira (10), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a Anvisa explique em 48 horas o que está faltando para a importação da Sputnik.

Na semana passada, a agência havia rejeitado pedido de governos estaduais para importar a vacina, alegando falta de informações suficientes para garantir a segurança, qualidade e eficácia do imunizante.

Os senadores devem questionar os motivos que levaram a agência a rejeitar o pedido e explicar pontos controversos – uma vez que a vacina, produzida pelo Instituto Gamaleya, é aplicada em habitantes de amis de 60 países ao redor do globo.

Hidroxicloroquina
Senadores devem questionar Barra Torrres se houve pressão ou interferência, por parte do governo federal, em análises sobre vacinas e medicamentos contra a covid-19, como a hidroxicloroquina.

Uma das questões que deve ser levantada é a afirmação, feita pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, de que havia uma sugestão de que o governo editasse um decreto para alterar a bula da cloroquina, com o objetivo de que o medicamento fosse recomendado para o tratamento da covid-19.

Segundo o ex-ministro, o pedido havia sido negado por Barra Torres. O assunto deve voltar à tona nesta terça, com questões ligadas também a ineficácia do medicamento e se houve pressão para inserir na medicamentação.

Barreira sanitária
A reportagem apurou também que o presidente da Anvisa deve responder questões relacionadas as barreiras sanitárias. No último mês de março, apenas oito países do mundo tinham restrições leves para a entrada de brasileiros em seus territórios. Em paralelo, o país continuou com suas portas abertas.

Aglomeração
Senadores irão questionar, ainda, sobre a participação de Barra Torres em um protesto, em março de 2020, quando a OMS (Organização Mundial de Saúde) já havia declarado situação pandêmica em decorrência da covid-19. Na época, o presidente da Anvisa participou de ato com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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