R7 Planalto TCU aprova contas do governo Bolsonaro de 2020 com ressalvas 

TCU aprova contas do governo Bolsonaro de 2020 com ressalvas 

Tribunal apontou irregularidades, impropriedades, fez recomendações e alertas. Contas serão submetidas ao Congresso 

  • R7 Planalto | Mariana Londres, de Brasília

TCU aprova contas de Bolsonaro de 2020 com ressalvas

TCU aprova contas de Bolsonaro de 2020 com ressalvas

Agência Brasil

O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou nesta quarta-feira (30) as contas do governo Bolsonaro em 2020, com ressalvas. O julgamento ocorreu em plenário por videoconferência e por unanimidade os ministros acompanharam o relator, que havia recomendado a aprovação das contas, mas apontou ressalvas. 

A sessão foi acompanhada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, por outros ministros de Bolsonaro (André Mendonça, da AGU, Luiz Eduardo Ramos, da Casa Civil e Wagner Rosário, da CGU) e de deputados. 

O relator, ministro Walton Alencar Rodrigues, propôs a aprovação das contas 2020 com as seguintes ressalvas: ele apontou três irregularidades e três impropriedades em seu parecer, fez 11 recomendações e quatro alertas. Ele apontou distorções em números da Previdência de servidores e militares e de demonstrações financeiras do ministério da Economia.

As ressalvas se referem a execução de despesas da Caixa, não cumprimento de aplicação mínima de recursos para irrigação no Centro-Oeste e falta de informações sobre as metas e prioridades da administração pública. Entre as distorçõ ele apontou as deficiências nas projeções do regime próprio de Previdência para os servidores e militares.

No ano passado, o TCU aprovou as contas de 2019 com 14 ressalvas, foram elas: sete irregularidades, seis impropriedades e uma distorção de valor.

Com a aprovação, o parecer é enviado para análise do Congresso, que dá a palavra final sobre as contas do governo. O Congresso pode seguir a recomendação do TCU, ou não. Quando o Congresso rejeita as contas do governo, o presidente pode sofrer sanções.

"Após a análise das evidências obtidas, conclui-se que foram observados os princípios constitucionais e legais que regem a administração pública federal, bem como as normas constitucionais, legais e regulamentares na execução dos orçamentos da União e nas demais operações realizadas com recursos públicos federais, em especial quanto ao que estabelece a lei orçamentária anual, exceto pelas seguintes ressalvas”, escreveu o relator Rodrigues.

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