Reforma da Previdência
R7 Planalto 'Tirar Estados e municípios da reforma traria 100 votos', diz líder

'Tirar Estados e municípios da reforma traria 100 votos', diz líder

Para Daniel Coelho (Cidadania-PE), medida traria mais apoio de representantes do Nordeste e não afetaria valores economizados pelo governo federal

'Tirar Estados e municípios da reforma traria 100 votos', diz líder

Líder do Cidadania na Câmara quer tirar Estados e municípios de reforma

Líder do Cidadania na Câmara quer tirar Estados e municípios de reforma

Luís Macedo/Agência Câmara 20.11.2018

Daniel Coelho, líder do Cidadania na Câmara e autor da emenda que tira Estados e municípios da reforma da Previdência, disse nesta terça-feira (4) que acredita que o governo ganharia entre 70 e 100 votos em plenário caso a emenda seja aprovada.

— O governo não tem votos do Nordeste para aprovar em plenário. É preciso dar condições políticas. Há um nível de detalhamento para se chegar a Estados e municípios que é impossível. Há emendas para professores, guardas, polícias. Tudo isso seria eliminado pela emenda e os debates iriam para os Estados. Isso tiraria resistências imensas à aprovação. Eu diria que a retirada de Estados e municípios poderia estar computando no mínimo 70 votos, mas podendo passar de 100 votos que hoje não estão declarados para a reforma.

Apesar das críticas à emenda já feitas pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia e pela equipe econômica do governo, Coelho argumenta, além da questão constitucional, que seria mais fácil a aprovação pelos Estados e municípios das alterações das previdências de servidores municipais e Estaduais.

— Nenhum governador ou prefeito tem dificuldade de obter três quintos na Assembleia ou Câmara de Vereadores. Em todas as assembleias os governadores têm ampla maioria.

O líder nega que a retirada de Estados e municípios desidrate a reforma ou reduza a economia pretendida pelo ministério da Economia.

— O trilhão e 300 milhões  de economia com a aprovação da reforma pelo relatório do Paulo Guedes é todo do regime geral e servidores federais. Não tem um centavo dos Estados. Esses são os dados do ministério da Economia.