Novo Coronavírus

R7 Planalto "Toda e qualquer vacina está descartada", afirma Bolsonaro

"Toda e qualquer vacina está descartada", afirma Bolsonaro

Presidente desautorizou ministro da Saúde a comprar 46 milhões de doses da Coronavac, imunizante produzido pela China em parceira com São Paulo

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, o presidente Jair Bolsonaro

Na imagem, o presidente Jair Bolsonaro

Isac Nóbrega/PR - 19.10.2020

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rejeitou, nesta quarta-feira (21), a compra de imunizante contra o novo coronavírus pelo governo federal e afirmou "que toda e qualquer vacina está descartada".

A afirmação foi feita por Bolsonaro durante visita às instalações do CTMSP (Centro Tecnológico da Marinha) em Iperó, no interior de São Paulo.

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“Toda e qualquer vacina está descartada. Ela (vacina) tem que ter validade do Ministério da Saúde e certificação por parte da Anvisa”, afirmou Bolsonaro.

"Fora isso, não existe qualquer dispende de recurso, ainda mais vultoso como esse, que seria para vacinarmos 100 milhões de pessoas, a preço de US$ 10 por vacina, e eu fiz as contas e é uma importância bastante absurda, ainda mais porque, repito, não tem comprovação científica".

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Durante o período da manhã, Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a comprar 46 milhões de doses da Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o órgão ligado ao Estado de São Paulo.

A intenção da compra da vacina consta em ofício encaminhado nesta segunda-feira (19) ao diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas. O documento, ao qual o R7 Planalto teve acesso, mostra que cada dose do imunizante seria adquirido ao preço estimado de US$ 10,30 (dez dólares e trinta centavos).

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Em nota, o Ministério da Saúde afirmou haver protocolo de intenção para adquirir lotes da vacina fabricada pelos laboratórios chinês e paulista. A informação foi criticada por Bolsonaro.

"Houve distorção por parte do João Doria (governador de São Paulo pelo PSDB). Ele tem o protocolo de intenções. Já mandei cancelar se ele assinou. Já mandei cancelar. O presidente sou eu. Não abro mão da minha autoridade. Até porque estaria comprando uma vacina que ninguém está interessada por ela".

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Bolsonaro contou, ainda, que não mantém diálogo com Doria. "Eu não converso com uma pessoa que usou meu nome para se eleger e poucos meses depois começou a me atacar, visando me desgastar, atrapalhando a política brasileira,  pensando numa futura eleição", disse.

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