R7 Planalto União Brasil tenta convencer Moro a ser candidato a deputado federal 

União Brasil tenta convencer Moro a ser candidato a deputado federal 

Legenda parece não ter outro espaço para o ex-juiz, que pode ser um puxador de votos no estado de São Paulo para a Câmara 

  • R7 Planalto | Mariana Londres, do R7, em Brasília

Sergio Moro no evento de filiação ao Podemos, em novembro de 2021. Ele ficou cinco meses no partido

Sergio Moro no evento de filiação ao Podemos, em novembro de 2021. Ele ficou cinco meses no partido

Evaristo Sá/AFP - 10.11.2021

Caciques do União Brasil tentam convencer o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro a ser candidato a deputado federal. Reservadamente, fontes do partido falam que esse é o único espaço possível para o recém-filiado. Resta Moro ser convencido. 

Paranaenses, Moro e a esposa, a advogada Rosângela, mudaram o domicílio eleitoral para São Paulo. A ideia do casal era que ela disputasse uma vaga na Câmara dos Deputados, e ele, a Presidência ou o Senado pelo novo partido. O problema é que uma ala importante do União Brasil não quer Moro disputando as eleições majoritárias. 

Como era esperado, o União Brasil, fruto da fusão do DEM com o PSL, encolheu na janela partidária na Câmara dos Deputados, e Moro pode ser um puxador de votos, promovendo o aumento da bancada para 2023. A fatia de recursos do fundo partidário é proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara. 

Pesam ainda contra a disputa na eleição majoritária alguns pontos: a disputa para o Senado em São Paulo será acirrada, em 2022 há apenas uma vaga por estado. Além da possibilidade de ficar de fora, existe outro suposto cenário: caso eleito, Moro poderia sair do partido durante o mandato, pois o mandato dos senadores não é do partido, como acontece nas eleições proporcionais.

Já uma eventual disputa à Presidência enfrenta a resistência de governadores que buscam a reeleição e preferem ter a imagem associada a outros candidatos, mesmo sem apoio formal. É o caso de Ronaldo Caiado, em Goiás, alinhado a Bolsonaro, e ACM Neto, na Bahia, alinhado a Lula. Para ambos e outros pré-candidatos, subir no palanque de Moro traria mais pontos negativos do que positivos. 

Pela parte de Moro, o ex-juiz está ficando cada vez com menos opções. Se quiser permanecer na política – outra opção seria voltar para a iniciativa privada – deverá ter que aceitar começar a disputar eleições para uma cadeira mais modesta, na Câmara dos Deputados. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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