Astro de Harry Potter revela por que não tem redes sociais

Pessoas que destilam ódio na internet escondem algo sobre elas mesmas

Achei muito interessante a declaração do ator Daniel Radcliffe, protagonista dos filmes da série Harry Potter, sobre sua ausência das redes sociais.  Ele disse ontem em participação no programa do canal do YouTube ‘First We Feast’ que não participa desses aplicativos para evitar brigas diárias com estranhos.

Apesar da fama, ator revela não ter perfil nas redes sociais por causa dos haters

Apesar da fama, ator revela não ter perfil nas redes sociais por causa dos haters

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“Até pensei em entrar no Twitter... Mas, hoje tenho 100% de certeza que se tivesse um perfil vocês veriam, todos os dias, uma notícia do tipo: ‘Dan Radcliffe briga com um estranho’. Para mim, ficar navegando nas redes é como ficar lendo tablóides sobre a vida pessoal de celebridades. É uma prática insana e ruim”, observou.

Quando expôs que participar das mídias sociais seria uma tormenta, Daniel se referiu aos haters. Em tradução literal, essa palavra significa “odiadores”. Esse termo define as pessoas que criticam, falam mal de outras, propagam calúnias, difamações...  Ou seja, disseminam o ódio.

Vivemos na era do “sem noção virtual”

Seja no Facebook, Instagram, WhatsApp, Telegram e outras redes que predominam em todo o mundo, muitas pessoas acham que porque estão atrás de uma tela podem falar o que querem, sem filtro algum, palavras que jamais teriam coragem de falar pessoalmente.

“Ela está gorda demais. ” “Agora está magra demais. ” “Que roupa brega! ” “Que família horrível...” Comentários assim (e até piores) são extremamente comuns postagens, sobretudo, de pessoas públicas. Já ocorreram casos em que usuários chegaram ao ponto de se suicidar após receber ataques virtuais.

O que está por trás dos haters

É claro que se uma pessoa decide participar de uma rede social, ela deve estar preparada para receber comentários em suas publicações, mas é indispensável saber diferenciar o que é construtivo do que é destrutivo.

Infelizmente, há pessoas más que fazem comentários para diminuir o outro, não tentam entender o que se passa com o alvo de suas críticas e contentam-se em ofender e humilhar (sem se importar com a dor que causam).

Só que os haters agem dessa maneira por alguns motivos. Um estudo realizado na Universidade de Pittsburgh com aproximadamente 2 mil adultos, com idades entre 19 e 32 anos, destacou que o mundo online pode despertar sentimentos negativos, como a inveja. E, para mim, essa é a razão para o surgimento desse tipo de "ódio virtual".

Ver amigos se divertindo nas fotos, pessoas aparentemente bem-sucedidas na vida amorosa e profissional, colegas viajando o mundo, entre outros, são exemplos clássicos de atitudes que fazem com que a pessoa que está do outro lado da tela se sinta um zero à esquerda.

Sou da opinião que essas pessoas que se satisfazem em humilhar e denegrir a imagem de outras precisam urgentemente cuidar do emocional e buscar vencer o que as levam ter tal comportamento.

Reprodução

Outro dia fiz uma postagem em meu Instagram e Facebook a respeito da hipocrisia na pandemia. Entre os comentários, uma mulher desejou a minha morte. Até hoje não entendi o porquê. Confesso que senti pena, por ela carregar tanto ódio dentro de si.
Quando meu marido leu o que aquela internauta escreveu, falou: “Esse é um dos motivos porque eu não tenho redes sociais”. Eu respondi à ele que escolhi participar por conta da minha profissão, mas tomei a decisão de não deixar comentários maldosos interferirem na minha vida.

Portanto, da próxima vez que lhe ofenderem gratuitamente, não se deixe abalar nem perca seu tempo tentando se defender ou “rebater à altura”. A melhor resposta é, e sempre será, o perdão. Então, perdoe e não se deixe abalar.  Não dê ouvidos àqueles que apenas querem criticá-lo com o intuito de fazer você se sentir mal.

A internet é benéfica quando usada de forma inteligente. Ela pode promover sim feedbacks bem-intencionados, aqueles que nos ajudam a enxergar pontos que precisamos evoluir. Mas, infelizmente, são poucos que têm coragem de falar para ajudar nesse processo. 

Por esse motivo, defendo que o contato presencial, olho no olho, ou seja, a vida real, mesmo com seus problemas, ainda é a melhor conexão que pode existir.

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