Filha de apresentadora revela por que não quer conhecer pai biológico

Jovem detalhou que Markus a abandonou quando ainda era bebê e disse que não vê mais espaço em sua vida para ele

Bo Eva, de 21 anos, filha da apresentadora de TV e ex-modelo sueca, Ulrika Jonsson, revelou ao jornal britânico The Sun por que não quer conhecer seu pai biológico. "Meu pai, Markus, deixou de fazer parte da minha vida quando era muito pequena. Ele se separou da minha mãe dias após eu precisar passar por uma cirurgia no coração e nunca mais veio me ver. Ele só entrou em contato comigo uma vez, via Facebook", lamentou.

A mãe dela, Ulrika Jonsson, ficou conhecida no Reino Unido ao apresentar programas dos canais ITV e BBC. Além de Bo, ela teve outros três filhos de relacionamentos distintos.

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A jovem acrescentou que por conta da ausência paterna não conseguiu se conectar emocionalmente com Markus. "Sempre evitei falar sobre esse tema. Não tenho nada, nenhuma conexão com ele. Meu irmão mais velho, Cameron, é minha figura de 'apoio e referência'. Não vejo espaço para Markus em minha vida".

Papel que gera impactos

O depoimento de Bo Eva só reforça que ser pai e mãe não se restringe apenas ao fato de gerar um filho, a relação necessita da presença, tanto da figura materna quanto da paterna.

Após analisar 47 artigos científicos sobre o tema, a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, concluiu que a ausência paterna afeta negativamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes e até resulta em transtornos psicológicos.

Outro estudo científico publicado no Journal of Genetic Psychology, concluiu que o vínculo gerado entre pais e filhos é indescritível. No caso das meninas, elas costumam ver nos pais a repesentação da autoridade, do apoio e até mesmo do exemplo que devem seguir quando forem buscar um companheiro na vida adulta, afinal, para meninas e meninos, o pai é o primeiro exemplo de como um homem se comporta.

Assim, quando a relação é positiva, os frutos normalmente geram impactos bons, porém, quando é negativa, estudos comprovam consequências como autodesvalorização, sentimentos de rejeição, de culpa, entre outros.

Por isso, é preciso olhar com cuidado para o ambiente onde os pequenos estão crescendo. "A família é o primeiro vínculo social do indivíduo. Com ela temos o nosso primeiro aprendizado sobre o funcionamento da sociedade, sobre valores, deveres e direitos. Se a família apresenta uma estrutura disfuncional, aumenta a probabilidade de que a criança reproduza tais comportamentos em suas outras relações e desenvolva até mesmo doenças emocionais", observa a neuropsicóloga Amanda Bastos.

Estudos mostram que a presença paterna é essencial para o desenvolvimento dos filhos

Estudos mostram que a presença paterna é essencial para o desenvolvimento dos filhos

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A família é a principal fonte de educação social. Erroneamente, muitos atribuem essa responsabilidade à escola, mas este ensino é papel exclusivo dos pais, afinal, eles são as primeiras figuras de referência dos filhos e os responsáveis por ensinar valores, acolher e impor limites quando necessário.

Vencendo a ausência

A presença do meu pai fez muita diferença na minha criação. Ele me incentivou a ser uma pessoa melhor e não mediu esforços para me ajudar, orientar e exortar. Ao seu lado, sempre me senti protegida.

Mas, sabemos que essa realidade não é comum nos lares brasileiros. Conheci muitos homens e mulheres que, por não terem tido pais presentes ou que fossem bons exemplos, sofreram graves consequências emocionais. 

Só que apesar dos danos causados por esse ato de irresponsabilidade, não se pode aceitar viver refém da dor. Dessa forma, não importa se você não teve um pai, uma boa criação ou bons exemplos na infância, o que importa é o que você fará daqui para a frente: repetirá os mesmos erros ou agirá de forma diferente? Porque para mudar a realidade familiar é preciso investir no perdão, na esperança e na fé.

Então, mesmo que você não tenha um pai presente é possível recomeçar e reescrever sua história, mas, para isso, é preciso decidir não viver refém da ausência e da mágoa. 

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