Mesmo após AVC, senhor de 88 anos decide concluir faculdade

Ao lado da neta, Renê Neira participou da formatura do curso de economia. Atitude é exemplo de perseverança

Um sonho que não havia sido concretizado na juventude se tornou realidade muitos anos depois, graças a uma decisão. Talvez você tenha acordado pensando que é tarde demais para realizar seus objetivos, seja por qual motivo for, mas a história do norte-americano Renê Neira é mais um exemplo de que não existe prazo para quem tem determinação.

Aos 88 anos, Renê Neira concluiu o curso de economia na Universidade do Texas e até participou da colação de grau. Sua neta, Melanie Salazar, contou ao programa Good Morning America (GMA) que o avô precisou parar os estudos na década de 1950, para conseguir sustentar os filhos. "Desde então, ele vem trabalhando para obter o diploma de bacharel", detalhou a jovem, que foi uma grande incentivadora do avô para que ele retornasse à sala de aula. Assim ele fez, iniciando o curso no mesmo ano que ela: 2017.

Aos 88 anos, idoso realiza sonho e conclui curso de economia

Aos 88 anos, idoso realiza sonho e conclui curso de economia

Reprodução / Good Morning America

Mas, após alguns meses, um acidente vascular cerebral (AVC) deixou Renê com algumas sequelas, entre elas problemas auditivos. Mas nem isso o fez desistir do curso. Mesmo com todas as dificuldades, ele fazia questão de participar das aulas de economia e de compartilhar experiências de vida. "Não foi fácil, porque, além da perda auditiva, não tínhamos carro para ir à faculdade. Eu realmente o admiro pela perseverança em continuar. Além de aprender, meu avô sempre tinha algo a dizer, especialmente aos professores e colegas de classe", acrescentou Melanie, em entrevista à CBS News.

Avô e neta se formaram juntos no dia 11 de dezembro de 2021 e Melanie ainda teve a oportunidade de empurrar a cadeira de rodas dele pelo estádio. "Estou muito grata por ter tido esse momento com ele. Foi realmente especial poder dizer 'você conseguiu'".

Renê disse que a dificuldade auditiva dificultou que ele ouvisse os aplausos quando subiu no palco, mas que cada sacrifício valeu a pena. 

Enquanto há vida...

É fato que é preciso ter objetivos. Afinal, sem um senso de propósito, qual o sentido de viver, não é mesmo? Seja o que for, é preciso buscar algo a realizar, mas, às vezes, por medo, preguiça ou por não se sentir capaz, muitos acabam guardando seus objetivos na gaveta e esquecem-se de sonhar.

Neta compartilhou o momento da colação de grau com o avô

Neta compartilhou o momento da colação de grau com o avô

Reprodução / Good Morning America

Com isso, a vida vai perdendo o sentido e pensamentos como: "Não tenho mais idade para isso"; "Não tenho dinheiro/estudo suficiente"; "Passei dos 50, quem vai me querer?"; "Não me acho bonito nem legal para sustentar uma relação"; entre outros, ganham espaço na mente das pessoas. E por deixarem essas visões errôneas sobre si mesmos ganharem espaço, o tempo passa e nada acontece.

A verdade é que pensar assim é se enganar, se autossabotar, porque enquanto há vida há chance para realizar. Quem coloca os limites no que somos ou não capazes de concretizar somos nós mesmos, porque somos fruto do que pensamos.

Então, se fizermos o contrário, trabalharmos para mudar os pensamentos ruins e paralisadores e passarmos a acreditar em nosso potencial, nada poderá nos parar. São as escolhas que fazemos em nosso interior que ditarão nossas atitudes.

O que separa o sonho da realidade é a forma de pensar. Portanto, se você está respirando, ainda há tempo para correr atrás dos objetivos. Não importa a idade, condição social, gênero ou status; não desista.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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